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Para Horst e Mioto (2017), a relação entre política social e famílias, dependendo da compreensão que se tem de ambas as instituições, constitui um tipo de confluência; portanto a(s):
visão de centralidade da família, tanto como principal instância de provisão de bem-estar quanto como referência para a política social, não define o caráter familista das sociedades latino-americanas
concepção sobre famílias se mantém inalterada de acordo com as políticas públicas ao longo do tempo, pois tem como eixo o reconhecimento de sua centralidade no processo de reprodução da força de trabalho
política social em uma ótica capitalista, longe da possibilidade de desvendamento da realidade como forma concreta de luta, tenderá a responsabilizar as famílias pelas demandas que, dadas as suas condições objetivas de vida, não podem assumir sozinhas
políticas sociais, com foco nas famílias, continuam a ter centralidade nas políticas públicas, diante das reconfigurações do capitalismo, designando ao Estado a responsabilidade de provimento de demandas e desresponsabilizando as famílias pelos cuidados