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A ofensiva (neo)conservadora atinge diferentes dimensões da realidade e as profissões não estão imunes a essa invasão. Na realidade institucional dos assistentes sociais, isso aparece
no distanciamento entre a vanguarda profissional e a base de assistentes sociais desconectados do projeto ético-político, que acabam desenvolvendo ações determinadas pela instituição de forma acrítica, sem bases político-administrativas.
no assédio moral exercido sobre os profissionais, para que desenvolvam ações que contrapõem a seu Código de Ética e às regulamentações legais, bem como para que sejam coadjuvantes na moralização das expressões da questão social.
na pressão desempenhada por uma sociedade conservadora, que militariza a vida cotidiana, atendendo aos interesses da burguesia e que transforma os profissionais em defensores de direitos e agentes passivos na ordem estabelecida.
na forma reatualizada diante do processo da formação e do trabalho profissional, bem como na razão críticodialética, que reacende valores, políticas e medidas conservadoras de apologia ao livre mercado e à redução das ações do Estado.