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A partir da reflexão sobre os desafios contemporâneos presentes no debate sobre a instrumentalidade no trabalho do assistente social, é incorreto afirmar:
A dimensão técnico-operativa da intervenção profissional se encontra carregada de representações sociais e da cultura profissional; ela dá visibilidade social à profissão, já que dela depende a resolutividade da situação, que sempre é mera reprodução do instituído.
Na realização das suas atribuições socioprofissionais, o profissional intervém por meio das políticas e / ou serviços sociais, na criação de condições favorecedoras da reprodução da força de trabalho ocupada e excedente, a partir das formas de regulação social capitaneadas pelo Estado burguês.
É por meio da dimensão técnico-operativa da profissão que o assistente social legitima e constrói uma determinada cultura, um ethos profissional, articulando um conjunto de saberes, recriando-lhes, construindo um “fazer” que é socialmente produzido e culturalmente compartilhado.
Toda intervenção se encontra imbuída de um conjunto de valores e princípios que permitem ao assistente social escolher. É no cotidiano profissional que o assistente social se depara com demandas e interesses contraditórios e com um leque de possibilidades, o que lhe permite exercitar a sua autonomia, que sempre será relativa.