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De acordo com Maria Carmelita Yazbek, em artigo publicado no ano de 2018 no periódico Serviço Social em Revista, a hegemonia do capitalismo sob dominância financeira tem radicalizado a questão social e implicado alterações nas políticas sociais que incidem sobre o trabalho profissional do(a) assistente social. Entre as repercussões que esse quadro impõe ao trabalho dos(as) assistentes sociais, está
a limitação do trabalho profissional a melhorias imediatas das condições de vida dos pobres, servindo tão somente para manter e controlar a pobreza e potencializar a legitimação do Estado.
a busca de qualificação técnica como estratégia para potencializar a dimensão operativa do trabalho profissional na direção de consolidação do projeto ético-político da profissão.
a necessidade de adensar a análise do Serviço Social, de suas demandas, suas tarefas e atribuições em si mesmas, de modo a promover a gestão e a implementação das políticas sociais para a garantia da cidadania.
o reforço do conservadorismo que marca a trajetória histórica da profissão, a partir da construção de referenciais teórico-metodológicos ancorados no idealismo e nas teorias neopositivistas.
o estabelecimento de projetos de intervenção social para enfrentar a nova questão social, expressa pelo avanço dos processos de desregulamentação do mercado de trabalho e desmonte das políticas sociais.