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Boschetti (2009) indica alguns aspectos relativos à análise e avaliação de políticas sociais.
Em relação a esse tema, é correto afirmar que:
a utilização de modelos e métodos de avaliação no Brasil, apesar de ter início no antigo Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado, não teve influência da ótica gerencialista;
as abordagens da literatura sobre metodologias avaliativas padecem de uma preocupação essencialmente tecnicista e gerencialista, pois enfatizam métodos e técnicas e carecem de análises qualitativas, dedicadas ao conteúdo e significado da política e/ou programa avaliado;
conhecer e dominar tipos e métodos de avaliação ou diferenciar análise e avaliação é necessário para alcançar eficaz e eficientemente as metas propostas por cada política social em vigência;
o domínio das concepções de focalização, terceiro setor, universalização, vulnerabilidade social e critérios, no que se refere à política social, é relevante e fundamental para a realização da avaliação de políticas, programas ou projetos sociais;
a avaliação é um processo estritamente técnico, por isso não cabe referência a categorias e conceitos de cunho político-filosóficos, uma vez que deve se limitar ao que está normatizado.