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Natália, assistente social, atende um casal em litígio devido à guarda compartilhada de seu filho menor. Em situações como essa, uma das providências em primeira instância é proceder a uma mediação familiar.
Nesse processo, o papel do assistente social, de acordo com Fávero e Mazuelos (2010), é:
acolher a família e ouvir sua história, buscando entender os pontos conflitantes a partir da realização de entrevistas individuais para exarar um parecer no qual determina a melhor resolução do atrito;
estudar a situação apresentada, mediante instrumental técnico-operativo, podendo decidir qual/quais envolvido(s) deve(m) ser orientado(s) sobre o trâmite processual, caso ocorra um eventual processo jurídico;
utilizar como metodologia a imparcialidade posta pelo direito positivo, pois somente esse tipo de abordagem e avaliação permite a defesa e a garantia de direitos da família e seus integrantes;
atuar como facilitador para que os participantes compartilhem as informações relevantes a respeito da questão deflagradora do conflito, reflitam sobre suas causas, tenham acesso à informação e construam opções para lidar com ele;
trabalhar imprescindivelmente vinculado a uma equipe transdisciplinar que intervém na dinâmica familiar apresentada a fim de promover a escuta qualificada em torno da situação provocadora do conflito.