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De acordo com a pesquisa realizada por Costa Jr et al. (2016), os serviços de saúde não consideram as diferenças de gênero, ou seja, os profissionais de saúde ainda são pouco preparados para lidar com as particularidades dos gêneros e, quando o fazem, é a partir de estereótipos do que é ser masculino e do que é ser feminino. Como consequência, os autores afirmam o seguinte:
A naturalização dos papéis de gênero torna o cuidado profissional com homens e mulheres bastante distintos, de modo que os homens recebem maior atenção e amparo nos serviços de saúde.
Na atenção hospitalar esse debate acerca da desigualdade de gênero já está superado, todavia, o estereótipo de gênero precisa ser combatido na atenção primária em que os profissionais estão distantes das produções científicas.
O maior cuidado das mulheres com a saúde seria justificado pela construção cultural da fragilidade de seus corpos, e a interação profissional-paciente reitera as desigualdades de gênero reproduzindo discriminação.
Homens não estão acostumados a cuidarem de sua saúde, assim, quando chegam ao serviço se vitimizam, recebem prioridade no atendimento e são medicados em excesso.
Homens se sentem mais confortáveis com médicas mulheres, apresentam maior adesão ao tratamento, menor taxa de abstenção aos exames e consultas quando são tratados por elas.