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Desde sua origem o capitalismo passou por crises gerais, além de crises específicas. São reconhecidas como crises gerais do capitalismo mundial aquelas de 1857, 1929 e a crise recente que eclodiu em 2008. Na perspectiva marxcista, as crises constituem manifestações das contradições capitalistas em sua incessante busca de superlucros e superacumulação. Diante das constantes crises, a abordagem da democratização do capitalismo em oposição ao anticapitalismo visa:
Advogar pela liberalização irrestrita dos mercados econômicos como mecanismo para assegurar que a livre concorrência engendre condições de oportunidade equitativa para todos os indivíduos.
Fomentar uma centralização rigorosa do poderio econômico e político sob a égide estatal, com o objetivo explícito de desmantelar as estruturas de classes existentes e fomentar uma sociedade homogênea.
Erradicar a propriedade privada sobre os meios fundamentais de produção, substituindo-a por um modelo de gestão coletiva e participativa dos recursos econômicos, visando à extirpação sistemática da exploração laboral perpetrada pelas forças do capital.
Mitigar as disparidades socioeconômicas mediante a execução de políticas estruturadas para a redistribuição equitativa de renda, garantindo a universalização da educação e o acesso irrestrito aos serviços de saúde pública, enquanto se preservam os fundamentos do sistema de mercado.