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“As transformações do trabalho em tempos de crise estrutural do capitalismo redesenham o trabalho de assistentes sociais nos diferentes espaços ocupacionais públicos e privados nos quais atuam, configurando-se em uma nova morfologia do trabalho profissional em toda a sua heterogeneidade” (Raichelis, 2020, p.18).
Fonte: RAICHELIS, Raquel. As atribuições e competências profissionais à luz da “nova” morfologia do trabalho. In: atribuições privativas do/a assistente social em questão - volume 2. Conselho federal de serviço social.(cfess), 2020. Disponível em< https://www.cfess.org.br/https://arquivos.infra-questoes.grancursosonline.com.br/arquivos/cfess202-atribuicoesprivativas-vol2-site.pdf>. acessado em: 20.08.2024
Sobre as transformações do mundo do trabalho, a partir da agenda comandada pela hegemonia do capital financeiro, marque a alternativa CORRETA.
No Brasil, a precarização do trabalho é um fenômeno novo, derivado da crise mundial do capitalismo dos anos 2007-2008, com diferentes formas de precarização do trabalho e de emprego, atingindo também o trabalho social de diferentes categorias profissionais; entre elas, assistentes sociais, que têm no Estado seu principal empregador.
A crise mundial do capitalismo gerada a partir dos anos 2007-2008, com impactos na vida de milhões de trabalhadores, foi um fenômeno eventual, pois foi derivada pela queda da taxa de lucros, provocada pela concorrência intercapitalista, aumento da produtividade do trabalho e superprodução de mercadorias, que não conseguiram ser consumidas em função dos baixos salários e do desemprego crescente.
A reorganização dos processos produtivos e as novas formas de processamento e organização do trabalho apoiam-se cada vez mais nas tecnologias de informação e comunicação (TICs), as quais conduzem ao fortalecimento do movimento sindical e associativo atual, pois há uma maior facilidade de articulação social através das TICs.
No âmbito dos processos produtivos, o fordismo no Brasil caracterizou-se por um regime de trabalho com a criação e fortalecimento de políticas de proteção social, e a redução da rotatividade da força de trabalho, decorrente do aumento do mercado formal de trabalho no período.
O tripé terceirização, flexibilização e precarização é a expressão que tipifica a nova morfologia do trabalho em tempos atuais de profunda degradação nas suas formas de realização, estando presente nos diferentes espaços ocupacionais onde se inserem assistentes sociais e demais profissionais.