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“A forma como denominamos a experiência do sofrimento e/ou adoecimento psíquico corrobora com a propagação do preconceito que atravessa as/os usuárias/os atendidas/os nos diferentes serviços de saúde mental. Dessa forma, é essencial compreendermos que o processo de sofrimento e adoecimento psicossocial pode ocorrer com qualquer pessoa, além de não ser uma questão meramente individual, e, sim, coletiva. (...) Ao apreendermos que cada pessoa responde à realidade social de maneira distinta, sentindo dores, sofrimento, angústia, é necessário reconhecer que algumas precisam de maior suporte em saúde mental, para lidarem com a complexidade do existir e sofrer.” (BRASIL, 2022, p.11-12).
O trecho apresentado destaca a importância da compreensão do sofrimento psíquico como uma construção social e coletiva. De acordo com o texto, a que se deve atentar ao escolher uma abordagem e intervenção em saúde mental?
À importância do reconhecimento de cada disciplina que compõe a Saúde Mental, sem perder de vista a hierarquia entre os saberes.
Ao enfrentamento das desigualdades sociais que reforçam o adoecimento mental, por meio de ações socioassistenciais, voluntárias e pontuais.
Ao reconhecimento de que o sofrimento psíquico será extinto completamente quando da superação do modelo biomédico.
Ao reconhecimento da produção do sofrimento e adoecimento psíquico constituídos pelas relações de gênero, raça e classe.
À promoção de grupos e oficinas terapêuticas em instituições hospitalares para promover a ressocialização dos doentes.