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A tradição crítica latino-americana de Ruy Mauro Marini, Theotônio dos Santos e Florestan Fernandes, retomada por Iamamoto e Netto interpreta a questão social como produto histórico-estrutural da dependência, da superexploração do trabalho e da articulação centro-periferia. Recusam leituras moralizantes, psicologizantes ou gerencialistas, reafirmando a centralidade das relações de produção e da posição subordinada periférica. Nessa chave teórico-crítica, qual proposição traduz com maior precisão esse fundamento?
Atribui a questão social à ineficiência estatal, superável por gestão moderna, dispensando crítica estrutural às relações de produção capitalistas dependentes.
Explica a questão social por inadequações individuais, corrigíveis por disciplina moral, treinamentos adaptativos e fortalecimento psicológico dos sujeitos vulneráveis apenas.
Reduz a questão social à pobreza extrema, tratada como resíduo, solucionável por focalização assistencial e programas sociais de curto prazo.
Compreende a questão social como desigualdade estrutural, resultante da superexploração do trabalho e da inserção dependente periférica na economia-mundo capitalista.
Imputa a questão social a desvios éticos pessoais, superáveis por virtudes cívicas, autocontrole cotidiano e intervenções moralizantes nas comunidades locais.