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A história da formação profissional do Serviço Social no Brasil é profundamente marcada pelos contextos sociais, políticos e econômicos de cada época, refletindo as tensões e contradições da sociedade. Desde suas origens, vinculadas ao pensamento conservador e à ação da Igreja Católica, passando pelo 'desenvolvimentismo' e pela influência do tecnicismo, até o 'Movimento de Reconceituação' latino-americano, que abriu espaço para a aproximação com a tradição marxista e a construção de um projeto ético-político progressista. Este percurso foi fundamental para definir o perfil profissional hoje regulamentado pela Lei 8.662/1993 e pelo Código de Ética de 1993. Com base na trajetória da formação profissional no Brasil, assinale a alternativa correta.
A primeira escola de Serviço Social no Brasil foi fundada na década de 1930 com uma base teórica estritamente marxista, alinhada aos movimentos operários e em oposição direta à Igreja Católica.
O período da ditadura militar (1964-1985) foi um momento de ampla liberdade acadêmica e de grande fortalecimento do projeto ético-político crítico do Serviço Social, sem qualquer tipo de censura ou repressão à categoria.
O 'Movimento de Reconceituação' na América Latina, e seus reflexos no Brasil, foi crucial para questionar o Serviço Social tradicional, buscando romper com o conservadorismo e o tecnicismo, e impulsionando a aproximação com teorias sociais críticas, como o marxismo.
A Lei 8.662/1993, que regulamenta a profissão, representa um retrocesso ao pensamento conservador, limitando a atuação do assistente social a ações de benemerência e caridade, revogando as conquistas do Movimento de Reconceituação.