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Durante oficina no CRAS, um adolescente relata ao facilitador situação configurada como suspeita de abuso sexual intrafamiliar, solicitando que a informação não seja compartilhada com ninguém.
Considerando os limites do sigilo profissional no contexto socioassistencial, a conduta tecnicamente adequada é:
respeitar integralmente o pedido de sigilo do adolescente, priorizando o vínculo de confiança estabelecido sobre quaisquer outras considerações.
comunicar imediatamente à família do adolescente para verificação da veracidade das informações antes de acionar outros serviços.
acolher o relato com escuta qualificada, esclarecer ao adolescente sobre a obrigatoriedade legal de notificação em situações de violência, acionar equipe técnica de referência e realizar notificação ao conselho tutelar, garantindo proteção e acompanhamento.
aguardar novas evidências concretas ou relatos espontâneos adicionais do adolescente antes de qualquer ação institucional, evitando exposição precipitada.
registrar a informação em prontuário sigiloso da unidade sem realizar notificação externa, mantendo acompanhamento nas oficinas para observação de sinais complementares.