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A instrumentalidade no Serviço Social ultrapassa os instrumentais e os procedimentos técnicos, articulando as dimensões teórico-metodológica, ético-política e técnico-operativa, sendo compreendida como
a particularidade determinada no movimento dialético que o Serviço Social faz com a realidade, que se enquadra como categoria que viabiliza à(ao) assistente social romper com as estruturas impostas pela cultura institucional clientelista e assistencialista diante dos objetivos burgueses.
a capacidade historicamente construída pelo Serviço Social, que se configura como mediação no processo de trabalho que permite à(ao) profissional mobilizar meios e instrumentos na satisfação de necessidades e no alcance de suas finalidades frente às determinações concretas da realidade.
a qualidade crítica assumida no projeto ético-político do Serviço Social, que se consolida na razão formal abstrata que constrói as mediações necessárias para o exercício da(o) assistente social em contraposição ao projeto burguês frente à correlação de forças estabelecidas na sociedade capitalista.
a propriedade adquirida na trajetória sócio-histórica do Serviço Social, que se expressa na razão instrumental que possibilita à(ao) assistente social condições técnicas e éticas para o desenvolvimento do saber-fazer profissional diante do cotidiano pautado na imediaticidade e na heterogeneidade.