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O clássico debate sobre os instrumentos e técnicas do...

O clássico debate sobre os instrumentos e técnicas do Serviço Social nos anos 1990 é redimensionado com as produções de Sarmento (1994) e Guerra (1995), permitindo a ultrapassagem crítica de uma abordagem meramente tecnicista. A instrumentalidade, segundo Guerra (1995),


A

é a mediação que permite trabalhar instrumentos e técnicas profissionais operativos, numa perspectiva de totalidade, considerando e articulando categorias teóricas e éticas sobre a realidade, logrando em aproximações sucessivas à ultrapassagem do tecnicismo.


B

ocorre na medida em que o uso dos instrumentos ganha precedência em relação à teoria que fundamenta a ação profissional, forçada pelas demandas cotidianas das instituições.


C

é o procedimento vinculado às demandas dos(as) usuários(as) e à superação do tecnicismo, se vinculando às exigências do espaço socioinstitucional.


D

em respeito à cultura profissional do Serviço Social, construída historicamente, é um conceito que assume que não é possível reelaborar a forma de uso dos instrumentos do Serviço Social na ordem capitalista, contexto no qual se encontram as instituições que contratam os assistentes sociais.


E

é a realização dos diferentes instrumentais técnicos usados pelo(a) Assistente Social, tendo sua definição estabelecida desde a emergência do Serviço Social na sociedade capitalista e, portanto, a sua superação é uma perspectiva que parte da intencionalidade técnico-operativa da profissão.