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A crise contemporânea do capital, sob a hegemonia da mundialização financeira, promove reconfigurações no papel do Estado e nas suas formas de responder às demandas societárias. No cenário brasileiro, marcado pelas orientações de raiz liberal e pela exigência de ajuste fiscal permanente, essa reconfiguração caracteriza-se pela
ampliação do fundo público para a garantia de direitos universais em oposição direta às pressões do mercado financeiro mundializado.
centralização da execução dos serviços em órgãos estatais diretos para assegurar a neutralidade técnica e o controle das lutas sociais.
superação definitiva das contradições de classe por meio de pactos democráticos voltados à consolidação da cidadania liberal e abstrata.
subordinação das políticas sociais à lógica de valorização financeira, induzindo processos de refilantropização e despolitização do social.