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Uma travesti de 28 anos de idade vivia nas ruas do DF e fazia uso frequente de álcool e crack. Durante realização de abordagem social, ela conversou com a equipe, mas recusou o acolhimento. Nas duas instituições por onde passou, ela foi alojada em ala masculina e proibida de usar roupas femininas. Relatou, ainda, que não pretendia interromper o uso de drogas por enquanto.
Com base nessa situação hipotética, considerando a abordagem social, a escuta qualificada e a política nacional sobre drogas vigente, assinale a opção correta, a respeito da conduta da equipe.
suspender as abordagens até que ela manifeste disposição para a abstinência, condição necessária para o acompanhamento socioassistencial e para a construção de um projeto consistente de saída das ruas
comunicar o caso ao Ministério Público para fins de internação compulsória, fundamentando-se na associação entre o uso do crack, a situação de rua e a exposição continuada à violência nos espaços públicos
orientar à aceitação de alojamento em ala masculina como condição transitória, uma vez que a estrutura dos serviços não comporta especificidades de gênero e a vaga imediata deve prevalecer sobre a preferência, até que surja vaga em unidade mais adequada ao caso
manter as aproximações na perspectiva da redução de danos, reconhecida como estratégia legítima pela política vigente, sem condicionar o atendimento à abstinência, e articular com a rede o respeito à identidade de gênero no acolhimento
providenciar o encaminhamento exclusivamente à rede de saúde mental, pois o uso de substâncias desloca o caso do campo da assistência social para o campo sanitário até a estabilização clínica do quadro