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A práxis investigativa no Serviço Social é um elemento determinante que permite ao assistente social apreender as mediações da realidade social em que atua. No entanto, o cotidiano institucional, muitas vezes, impõe uma tensão entre uma postura que prioriza a investigação crítica e a necessidade de respostas imediatistas. Considerando essa afirmação, assinale a opção que apresenta corretamente a relação entre a pesquisa e a atuação profissional.
A investigação profissional deve ser operacionalizada através de instrumentos de levantamento de dados que garantam a classificação precisa dos sujeitos, visto que a fragmentação da realidade em categorias mensuráveis é a única via para a construção de indicadores de eficácia que possibilitam a gestão racional das políticas sociais.
O ato de pesquisar, ao integrar-se à intervenção, impõe ao assistente social o desafio de realizar a leitura da particularidade do caso atendido como uma expressão de determinações universais, superando a interpretação que limita o problema à esfera da falha individual ou da ineficiência administrativa, garantindo que o fazer profissional seja mediado pela compreensão da totalidade social.
A pesquisa, para ser considerada tecnicamente correta no cotidiano institucional, deve priorizar a coleta de dados primários por meio de métodos quantitativos, pois o uso de categorias analíticas qualitativas ou de vertentes teórico-metodológicas críticas introduz variáveis subjetivas que comprometem a precisão diagnóstica exigida pela instituição.
O profissional, ao atuar em equipes de referência, deve delegar a função investigativa aos centros de pesquisa e universidades, pois a dimensão técnico-operativa restringe-se à execução normativa das leis e protocolos, sendo a pesquisa um exercício que compromete o tempo disponível para o atendimento direto aos usuários.
A pesquisa assume o papel de um instrumento de validação institucional, na qual o assistente social deve orientar a coleta de dados de modo a confirmar as hipóteses de vulnerabilidade previamente estabelecidas pelo gestor, assegurando que as respostas intervolutivas estejam alinhadas à capacidade financeira disponível no momento da análise.