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De acordo com a literatura especializada, o serviço social no Brasil institucionalizou-se na década de 1930, vinculado, inicialmente, à ação de grupos católicos preocupados em qualificar agentes para atuar diante das expressões da questão social decorrentes da industrialização e da urbanização acelerada do período. Considerando o processo sócio-histórico de constituição da profissão no país, assinale a opção que apresenta corretamente a base teórico-filosófica que orientou as primeiras escolas de serviço social.
A matriz doutrinária conservadora, de inspiração católica e fundamentada no neotomismo, forneceu as referências teóricas e metodológicas das escolas pioneiras, orientando uma prática voltada ao ajustamento social dos indivíduos.
O materialismo histórico-dialético constituiu o principal referencial teórico das escolas de serviço social em sua origem, o que explica a centralidade da análise das contradições de classe nesse período inicial.
A criação das primeiras escolas resultou de iniciativas exclusivamente estatais, tendo por objetivo formar quadros técnicos para a Administração Pública, sem vínculos com organizações religiosas, que se inseriram no serviço social em um segundo momento.
O movimento de reconceituação latino-americano, que transformou a caridade religiosa em trabalho profissional crítico, foi o responsável direto pela institucionalização acadêmica do serviço social no Brasil em suas primeiras escolas.
A sociologia positivista constituiu o fundamento doutrinário adotado pelas escolas pioneiras de serviço social no Brasil, de forma técnica e avessa a elementos religiosos na formação.