

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
A direção de uma unidade de acolhimento pretende instituir uma escala numérica para classificar as famílias em “aptas” ou “inaptas” à reintegração familiar. O instrumento atribui pontos à renda, ao número de visitas, à situação da moradia e à inserção no mercado de trabalho. Segundo a direção, a pontuação garantiria decisões “neutras” e dispensaria análises profissionais demoradas.
Ao examinar a proposta, o assistente social constatou que a escala não considera a qualidade dos vínculos, as possibilidades da família extensa, as barreiras de acesso às políticas públicas, a trajetória das violações de direitos nem a participação da criança e da família na construção do atendimento.
Considerando a instrumentalidade do Serviço Social e as dimensões da prática profissional, assinale a alternativa CORRETA:
A escala deve orientar a decisão final, desde que seus critérios sejam divulgados previamente, pois a padronização reduz interferências valorativas e transforma o estudo social em procedimento predominantemente técnico.
O uso de indicadores deve ser afastado, porque a quantificação das condições familiares é incompatível com a perspectiva crítica e deve ser substituída por registros narrativos produzidos sem categorias prévias.
A escala pode integrar o levantamento de informações, mas não substituir a análise fundamentada, pois instrumentos e técnicas devem articular as dimensões teórico-metodológica, técnico-operativa e ético-política, considerando direitos, determinações sociais e participação dos sujeitos.
A autonomia profissional permite ao assistente social desconsiderar os dados institucionais e definir a intervenção com base em sua percepção da família, ainda que não explicita critérios, fontes e fundamentos no documento técnico.