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As diretrizes curriculares da ABEPSS trazem a "questão social" como eixo central para a formação profissional de assistentes sociais, visto que se constitui como matéria prima/objeto do trabalho profissional. É o elemento que dá concretude e utilidade à profissão, ou seja, é a base de fundação histórico-social na realidade. Sobre a compreensão de “questão social”, é correto afirmar:
Na fase do capitalismo concorrencial, ela se torna uma questão política e passa a ser objeto de intervenção do Estado, via políticas sociais, para dar conta das demandas sociais, e o Serviço Social passa a ser mero executor dessas políticas.
Nos diferentes estágios do desenvolvimento do capitalismo, significativas mudanças históricas, políticas, sociais e culturais, refletem em numa nova questão social, levando o Serviço Social a buscar novos caminhos.
Ela é indissociável do processo de acumulação capitalista, pois expressa o conjunto das desigualdades sociais da sociedade capitalista madura, mas também a rebeldia, por envolver sujeitos que vivenciam as desigualdades sociais e a elas se opõem e resistem.
Ela traz a centralidade da luta de classe, das relações sociais entre capital e trabalho e suas contradições, ou seja, é produto do embate político e por essa razão, no capitalismo tardio, é atendida pelo Estado, pelo Mercado e pelo Terceiro Setor.