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Partindo da análise da relação Estado e sociedade civil em Gramsci, estudos sobre os Conselhos de políticas públicas ressaltam o fato de o controle social não pertencer ao Estado ou à sociedade civil, mas às classes sociais. Daí sua dimensão contraditória, pois o controle social pode estar sob o comando de uma ou de outra classe, tendo em vista a apreensão da sociedade civil como um espaço de luta de classes, disputando o poder, cuja hegemonia tem sido da classe dominante. Argumenta-se que, nessa perspectiva, existem limites para o exercício do controle social no espaço dos Conselhos. Dentre esses limites, pode-se mencionar
o estabelecimento de Código de Ética para os conselheiros, a fim de pautar o debate dos valores e compromissos que movem sua atuação.
a articulação entre os diferentes sujeitos atuantes nos Conselhos e Fóruns, objetivando o fortalecimento dessas instâncias, por meio de Fóruns de Políticas Sociais.
a prevalência do senso comum entre conselheiros, resultante da concepção de mundo burguesa, assimilada através de aparelhos privados de hegemonia.
a consolidação de meios eficazes para articular a sociedade civil, envolvendo a participação de diversas entidades.