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A crítica marxista afirma que a desigualdade social não é uma disfunção do sistema econômico, mas um resultado de sua própria dinâmica de funcionamento.
Segundo essa perspectiva, a desigualdade resulta
da forma como o trabalho produz riqueza e esta é apropriada por diferentes grupos sociais.
do alcance limitado das políticas redistributivas, reduzindo-se com a ampliação de sua cobertura.
da permanência de estruturas tradicionais, reduzindo-se com o pleno desenvolvimento do mercado.
do desequilíbrio no acesso à educação, reduzindo-se com a ampliação das oportunidades escolares.
das diferenças de produtividade, expressando remunerações proporcionais à qualificação dos trabalhadores.
Ninguém é, propriamente falando, seu titular; e, no entanto, ele sempre se exerce em determinada direção com uns de um lado e outros de outro.
FOUCAULT, M. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1979.
Com base na concepção de poder em Foucault, assinale a afirmativa correta.
Exerce-se do Estado, como polo central, para com os cidadãos.
Estrutura-se a partir dos aparelhos ideológicos e repressivos do Estado.
Organiza-se através da dominação de classes, tendo a forma de uma classe sobre a outra.
Assume forma dinâmica e difusa, através de uma rede de múltiplas instituições sociais.
Deriva de dominação exclusivamente econômica, cuja forma é a da equação exploradores e explorados.
O conhecimento produzido pela Ciência Social deve ser encarado como aproximado e construído. Reconhecer essa condição de provisoriedade, segundo o texto, reflete a atitude fundamental de:
Subjetivismo teórico e abandono da objetividade.
Humildade do pesquisador frente à realidade.
Inflexibilidade no uso do método científico.
Dependência do saber das ciências naturais.
Busca pela verdade única e definitiva dos fenômenos.
A liberdade é um valor abstrato, que independe das condições objetivas, pois refere‑se às escolhas que os homens realizam teleologicamente e materializam conscientemente na realidade.
Certo
Errado
Baseado em Guerra (2023), é importante levar em consideração que cada interpretação sobre realidade e profissão está baseada em uma das concepções clássicas do conhecimento. Sustentada em uma (ou mais) teoria social referente às matrizes clássicas de Emile Durkheim (1858-1917), Max Weber (1864-1920) e Karl Marx (1818- 1883).
Sobre estas teorias sociais é CORRETO o que se afirma em:
As análises que culpabilizam e moralizam os sujeitos sociais considerados desajustados à ordem e ao progresso, tomando a pobreza como uma questão pessoal e não estrutural, são ligadas à teoria social de Marx.
Na concepção positivista de Emile Durkheim as instituições sociais e as práticas profissionais têm por premissa principal oferecer elementos de organização das classes sociais para superação da ordem vigente.
A teoria social de Marx tem a realidade como fundamento, o que significa que são as condições de produção e reprodução da vida social e espiritual das mulheres e dos homens suas bases constitutivas.
Pela corrente teórica weberiana a ética do trabalho e o espírito do capitalismo precisam ser superados, como condição de alcance da glória de Deus.
Na interpretação positivista da sociedade, assim como na teoria social de Marx, a “questão social” tem sua decorrência atribuída à exploração e à luta de classes.
A partir de uma análise crítica, compreende-se que o Estado desempenha um papel fundamental na reprodução e ampliação do capital. A respeito do Estado diante do estágio imperialista ou monopolista do capital, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Para servir ao monopólio, o Estado deve incorporar outros interesses sociais, ele não pode ser, simplesmente, um instrumento de coerção, deve desenvolver mecanismos de coesão social.
( ) A intervenção estatal desonera o capital de boa parte dos ônus da preservação da força de trabalho, financiados pelos tributos recolhidos da massa da população.
( ) O Estado passa a assumir o controle de empresas capitalistas em dificuldades, a oferecer subsídios diretos aos monopólios e a lhes assegurar expressamente taxas de lucros.
( ) A natureza da ordem monopólica exige um Estado que vá além da garantia de condições externas da produção e da acumulação capitalistas, exige um Estado interventor, que garanta suas condições gerais.
F – F – F – F.
F – F – V – V.
V – F – F – F.
F – V – V – V.
V – V – V – V.
O serviço social surge como estratégia de manutenção da dinâmica capitalista, na tentativa de controle da classe trabalhadora e de profissão gestora de políticas sociais que surgem como ações fragmentadas e setorizadas para enfrentar a gênese da questão social.
Certo
Errado
A reatualização do conservadorismo, presente nas discussões realizadas nos seminários de Sumaré e Alto da Boa Vista, resgatou elementos do pensamento católico, influenciando diretamente a construção teórica e prática da profissão.
Certo
Errado
Leia o texto abaixo:
O capitalismo tardio é um conceito usado para descrever o capitalismo que surgiu após 1945, período que inclui a era de ouro do capitalismo. O Serviço Social está diretamente ligado às demandas que surgem das contradições do capitalismo, e o Brasil foi influenciado pelo Serviço Social dos Estados Unidos a partir da década de 1940. O capitalismo tardio demonstra, por meio de análise socioeconômica, a estruturação da revolução passiva no ambiente internacional. Ou seja, por ele percebe-se como os países periféricos promovem transformações descritas pelas potências centrais num nível de passividade e de aceitação que foram promovidas pelo contexto histórico e cultural criado desde os tempos do capitalismo mercantil.
Com base no texto e no debate vivenciado dentro do Serviço Social no Brasil, pode-se afirmar que a tese do Capitalismo Tardio é:
Fenomenológica.
Marxista.
Positivista.
Psicanalítica.
De acordo com Azeredo (2010), várias são as abordagens em torno da pobreza. O discurso pautado na ótica da sobrevivência física vem cedendo espaço para concepções menos restritivas a partir da introdução de variáveis mais amplas. Sobre a temática, analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:
I. Deve ser percebido o caráter multidimensional da pobreza.
PORQUE
II. Além de privações materiais, os pobres estão expostos a maiores vulnerabilidades e riscos sociais.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições falsas.
Pereira (2011) trabalha o conceito de Estado pontuando que existe considerável discordância sobre a sua caracterização. Assinale a opção correta no que se refere às características de Estado para a autora.
O Estado não existe em abstrato e nem em sentido absoluto. Ele existe sob diferentes modalidades e configurações. Um mesmo país pode, em determinado momento, viver sob o domínio de um Estado totalitário, mas em outro momento, conviver com um Estado democrático.
O Estado não tem índole relacional porque não é um fenômeno isolado, fechado ou circunscrito em si mesmo, mas em constante relação. Dessa forma, não é um fim, mas um meio que interage com outros meios para atingir objetivos que os ultrapassam.
Estado caracteriza-se como um conjunto de instituições e prerrogativas, dentre as quais o poder coercitivo, que só o Estado possui por delegação da própria sociedade.
No âmbito da política social, o Estado é visto como um dos responsáveis, mas não o principal, por garantir direitos sociais e promover o bem-estar coletivo.
O Estado pode assumir forma política e historicamente definida. Não há um padrão estatal imutável e absoluto. Sua extinção não se dará, pois está associado a certas épocas e circunstâncias.
Segundo Pereira, (2009), o Estado é um fenômeno histórico e relacional. Assinale a alternativa correta sobre esse assunto.
No processo histórico, o Estado contém em si uma dinâmica que articula apenas passado e presente.
O Estado também tem índole relacional porque não é um fenômeno isolado, fechado, circunscrito a si mesmo e autossuficiente, mas algo em relação.
A relação dialética realizada pelo Estado comporta apenas antagonismos e, por isso, permite que somente as forças iguais se interajam para contribuir a um resultado final.
A relação exercitada pelo Estado se dá de forma mecânica, linear ou como justaposição de elementos que se agregam sem se interpenetrarem.
Os conselhos de políticas e de direitos são mecanismos de:
Serviço Social.
Seguridade social.
Centralização.
Controle social.
Segundo Silva (s/d) sobre a Reforma do Estado Brasileiro:
I- A temática da Reforma do Estado tem dominado a agenda política internacional desde os primeiros anos da década de 80;
II- De certa forma, a reformulação do aparelho estatal se tornou uma questão praticamente universal, enquanto resposta à crise econômica que paralisou econômico-politicamente os países nos últimos decênios do século XX;
III- O momento que o Brasil passava no início da década de 1880 não pode ser sintetizado em desafios e contradições centradas num regime de altíssima inflação e incertezas quanto à condução política que seria tomada para uma velha tentativa de arrefecimento desse fenômeno econômico;
IV- Não se buscou uma forma que se equaliza a aporia econômica e, simultaneamente, abrisse espaço para um velho caminho para a acumulação de capital, qual seja: a financeira;
V- Não conformam-se novas concepções e ideias acerca de como gerir um Estado e qual seu real papel ante a essa nova realidade que é imposta;
VI- O Estado sempre se colocou como órgão norteador das políticas públicas e contra o capitalismo e as Reformas, em todos os ângulos.
Dos itens acima:
apenas os itens I e II estão corretos.
apenas os itens I, II e V estão corretos.
apenas os itens II, III e IV estão corretos.
apenas os itens I, II, III, e V estão corretos.
apenas os itens I, III e VI estão corretos.
Em relação à violência, sabe-se que podem ser caracterizadas tipologias e conceitos. Aquela violência que se entende enquanto implícita no próprio metabolismo do capitalismo contemporâneo, que diz respeito às mais diferentes formas de manutenção das desigualdades sociais, trata-se da violência:
Política.
Conservadora.
Estrutural.
Institucional.
A configuração do capitalismo contemporâneo vai materializando um Estado mínimo para os trabalhadores e máximo para o capital, com regressão do legado dos direitos do trabalho e profundas repercussões na órbita das políticas públicas, em suas conhecidas diretrizes de focalização, desfinanciamento e
descentralização.
integralidade.
funcionalidade.
regionalização.
transversalidade.
No livro Gestão Social, de 2018, a autora Maria Ligia Fonseca Affonso faz uma reflexão sobre Estado e sociedade, onde ambos estão intimamente ligados à natureza humana.
De acordo com a autora, Nação pode ser definido como: O conjunto de características (1) , históricas, ideológicas que formam uma (2) com a qual os indivíduos se identificam e se sentem pertencentes. A nação é formada por um grupo de pessoas que compartilham origem, interesses, ideias, valores, princípios, história, língua e cultura. A nação é constituída por uma sociedade politicamente (3) , com governos e leis próprios, cujo papel do Estado é elaborar e assegurar o cumprimento das leis.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas numeradas do texto.
(1) culturais • (2) ideologia • (3) organizada
(1) culturais • (2) identidade • (3) organizada
(1) sociais • (2) ideologia • (3) organizada
(1) sociais • (2) identidade • (3) gerenciada
(1) estruturadas • (2) identidade • (3) organizada
O surgimento do Serviço Social como profissão está intrinsecamente ligado à emergência do Estado burguês na idade do monopólio. Nesse contexto, qual das seguintes afirmações expressa CORRETAMENTE a relação entre o Serviço Social e a consolidação do capitalismo monopolista?
O Serviço Social emergiu como uma ferramenta de controle social, buscando amenizar as contradições do capitalismo e garantir a reprodução da força de trabalho.
O Serviço Social surgiu como um movimento de resistência à exploração capitalista, defendendo a emancipação da classe trabalhadora e a superação do sistema.
O Serviço Social desenvolveu-se como uma prática assistencialista e filantrópica, voltada para o atendimento das necessidades individuais dos mais pobres.
O Serviço Social consolidou-se como uma disciplina acadêmica autônoma, independente das demandas e interesses do Estado e do capital.
Dentro da tradição lukacsiana da dialética marxista, qual é o papel da mediação no processo de compreensão da realidade social?
Mediação é um conceito que se refere apenas às relações econômicas diretas entre o proletariado e a burguesia, sem considerar as interações culturais ou políticas.
Mediação é entendida como o processo pelo qual se compreende a totalidade social a partir das relações concretas e históricas entre os indivíduos e as estruturas sociais, conectando aspectos econômicos, políticos e culturais.
Mediação se refere exclusivamente ao papel do Estado na reprodução das condições materiais da sociedade capitalista, sem englobar as dimensões culturais e subjetivas.
Mediação é o processo de neutralização dos conflitos de classe por meio de intervenções externas, como a política assistencialista, sem uma análise da totalidade social.
A autora Sposati, em sua obra intitulada "Vida urbana e gestão da pobreza" (1988), propõe-se a superar a análise da política de assistência social a partir de duas concepções que considera equivocadas. Uma que denomina "matriz do engodo" e a outra denominada de "hipótese da conquista". Acerca das concepções acima, assinale a alternativa correta.
A hipótese da matriz do engodo é explicada por uma perspectiva de "causação linear e direta", onde o trabalhador arranca seu atendimento. Essa concepção parte do pressuposto de que trabalhadores e grupos no poder sabem plenamente o que querem um do outro, aparecendo, portanto, como atores tratados monoliticamente, como sujeitos coletivos homogêneos.
A hipótese da conquista é explicada por uma perspectiva de "causação linear e direta", onde o trabalhador arranca seu atendimento. Essa concepção parte do pressuposto de que trabalhadores e grupos no poder sabem plenamente o que querem um do outro, aparecendo, portanto, como atores tratados individualmente, como sujeitos coletivos heterogêneos.
Na hipótese da matriz do engodo, as políticas sociais são percebidas como formas enganosas, através das quais os representantes do interesse da população "docilizam o trabalhador para a produção", constituindo-se em estratégias para instrumentalizar a adesão das classes subalternas a um sistema dentro do qual são sempre prejudicadas.
Na hipótese da conquista, as políticas sociais são percebidas como formas enganosas, através das quais os representantes do interesse da população "docilizam o trabalhador para a produção", constituindo-se em estratégias para instrumentalizar a adesão das classes subalternas a um sistema dentro do qual são sempre prejudicadas.
A hipótese do engodo é embebida de politicismo, onde a política social é um troféu dos trabalhadores, resultado de sua pressão sobre o Estado capitalista. A hipótese da conquista, por sua vez, é embebida de economicismo, pela qual a política social é apenas um requisito da acumulação, sendo útil também para a cooptação política dos trabalhadores.