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INSTRUÇÃO: Analise as charges a seguir para responder à questão 04.



Disponível em: . Acesso em: 20 jul. 2019.
Autores como Monnerat e Souza (2011), ao discorrerem sobre a intersetorialidade e os desafios da integração de políticas sociais como saúde e assistência social, sinalizam que a seguridade social, enquanto referência que as legitimam, esbarra em “obstáculos viscerais de ordem política e econômica para sua implementação”. Os argumentos apresentados por eles possibilitam entender que a execução dessas políticas também enfrenta sérios desafios, principalmente quanto à sua capacidade de sustentação e viabilização de um sistema efetivo de proteção social. Com base nos argumentos das autoras e nas charges, assinale a alternativa que contém obstáculos e/ou desafios para esse processo de implementação/execução:
Enquanto a área de saúde está muito voltada para seu objeto de intervenção específico (pela falta de uma compreensão alargada da relação saúde-doença), a área da assistência social, que possui baixa capacidade institucional, financeira e política, não teve, ainda, a sedimentação de uma memória técnica setorial. As suas ações não conseguiram provocar impactos significativos nas condições de vida em um dado território.
A democratização da previdência; a universalização da assistência social e a privatização da saúde são citadas como resultantes de mudanças políticas e estruturais que modificaram as políticas que fazem parte do tripé da seguridade social brasileira.
A Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e a Lei n.º 8.080/1990 são indicadas como obstáculos por indicar os objetivos e as diretrizes da assistência social e da saúde, respectivamente, não listando como as políticas deveriam ser implementadas, a partir dos seus setores específicos.
A paridade das verbas e orçamentos previstos na Lei Orçamentária para desenvolvimento de programas e serviços de saúde e assistência social são citados pelas autoras como desafios para a constituição de um sistema efetivo de proteção social, que consiga romper com a ordem instituída e erradicar todas as expressões da questão social brasileira.
Apesar de se vincular à agenda setorial pública como elemento prioritário, a integralidade das políticas não viabilizou a criação de uma instância com alto poder e capacidade de gestão, ao ponto de a implementação das políticas públicas ser direcionada por instâncias e setores públicos mais centralizados.