Imagem de fundo

Em seu estudo intitulado (In)visibilidade perversa:...

Em seu estudo intitulado (In)visibilidade perversa: adolescentes infratores como metáfora da violência, Sales (2007) demonstra que a figura do criminoso foi, desde a Polis Grega até a atualidade, objeto de representações sociais em torno das razões e dos impulsos que animavam seus atos. Barbárie, maldade, selvageria, loucura e anormalidade são tentativas de explicações para atos e manifestações violentas, explicações estas que giram sempre em torno do conceito de natureza humana. Afirma a autora que, mesmo com o avanço das reformas penais no século XIX, esse componente natural demonstra, ainda, seu vigor e que a forma impiedosa e cruel de combate e punição à violência e ao crime, na mesma medida em que foi praticado, na modernidade,

A
tornou-se expressão de um sem número de conflitos socioeconômicos e culturais.

B
aviva-se na perspectiva do pensamento liberal com elementos de humanidade.

C
foi substituída por mecanismos que consideram a objetividade dos atos.

D
atualiza-se como legítima produção de um mundo regulado pela razão.

E
reflete as contradições intersubjetivas e fomentadas por relações sociais mais amplas.