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Texto 1
“[A] questão de se saber se a sociologia deve ou não ser ensinada no curso secundário coloca-se entre os temas de maior responsabilidade, com que precisam defrontar-se os sociólogos no Brasil”.
(FERNANDES, F. O ensino de Sociologia na Escola Secundária Brasileira. In: 1º Dossiê de Ciências Sociais. São Paulo: CEUPES-USP/CACS-PUC (mimeo), 1985).
Texto 2
“O conjunto da reflexão sociológica de Florestan Fernandes sobre a educação como processo social se situa no quadro mais geral de discussão sobre as possibilidades e os obstáculos ao desenvolvimento no Brasil. Suas indagações se dirigiam à educação como um fator de mudança social construtiva, isto é, tendente a realizar determinadas potencialidades inerentes aos requisitos mínimos do tipo de civilização urbano-industrial instaurada no Brasil”.
(COSTA, Diogo Valença de Azevedo. Comunicação apresentada ao Grupo de Trabalho Ensino de Sociologia do XV Congresso Brasileiro de Sociologia. Curitiba-PR, 26 a 29 de julho de 2011).
A partir dos trechos apresentados, é correto afirmar que, segundo Florestan Fernandes, o ensino da Sociologia na escola secundária brasileira pode:
Oferecer procedimentos e conhecimentos que permitam à escola ser um espaço de mediação entre o privado (representado pela família) e o público (representado pela sociedade).
Orientar a sociabilidade dentro da própria sala de aula por meio de conhecimentos que serão utilizados fora da escola, forjando a democracia e produzindo cidadãos aptos a dirigirem o processo de desenvolvimento.
Contribuir para preparar as gerações novas para manipular técnicas racionais de tratamento dos problemas econômicos, políticos, administrativos e sociais e desenvolverem espírito crítico e de vigilância intelectual.
Garantir perspectiva de objetividade e aprovação nos exames de ingresso na Universidade e ser um dos meios de construção da consciência social democrática, plural e igualitária para a construção do desenvolvimentismo.