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Os autores clássicos da Sociologia voltaram seu olhar para a religião como um fenômeno social e procuraram interpretá-lo. Dentre esses autores, está Émile Durkheim, o qual, em seu livro As formas elementares da vida religiosa (1912), afirmou que
a religião tem uma dimensão social depositária de significados culturais. Por meio desses significados, os indivíduos e a coletividade interpretam sua condição de vida, constroem uma identidade e agem no ambiente como um todo.
o surgimento do “espírito do capitalismo” (um conjunto de qualidades intelectuais e morais indispensáveis à racionalização econômica) foi possível graças a qualidades exaltadas e defendidas pela religião protestante.
uma das principais funções da religião seria manter a coesão social, a união dos membros da sociedade. Dessa forma, a religião asseguraria a estabilidade da sociedade por meio de relações harmoniosas entre seus integrantes.
o fenômeno religioso seria como um estágio relativamente “primitivo” da evolução social e cultural da humanidade, que ele chama de “estado teológico”. Nessa fase, o ser humano tenderia a passar, gradativamente, da crença em muitos deuses para a crença em um Deus único.
a religião seria responsável pela alienação do indivíduo na estrutura da produção material da sociedade capitalista. É desse autor a célebre expressão “a religião é o ópio do povo”.


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