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Num encontro por ocasião da 12ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), Silvio ...

Num encontro por ocasião da 12ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), Silvio de Abreu, autor de novelas da Rede Globo, falou sobre como suas obras ajudam a combater o preconceito contra homossexuais: “Ela [novela] não modifica sua cabeça, mas coloca os temas que serão discutidos, que poderão ter uma consequência maior dentro da sociedade, eu acredito. Acho inclusive que a aceitação maior do homossexual se deve muito às novelas, porque quando a gente passou a fazer isso [apresentar personagens gays na TV], passou a mostrar que não era nenhum bicho de sete cabeças”.

(Fonte: http://g1.globo.com/poparte/flip/2014/noticia/2014/08/novelas-

ajudam-gay-ser-mais-aceito-afirma-autor-silvio-de-abreu.html).


No que diz respeito ao funcionamento da indústria cultural, tal como entendida pelos teóricos da Escola de Frankfurt, a caracterização positiva de personagens homossexuais em novelas de uma grande emissora de televisão como a Globo pode ser entendida como:


A

uma evidência da imposição, pela indústria cultural, da ideologia das classes dominantes;


B

uma resposta ao imperativo do lucro, dado o espaço cada vez maior ocupado pelo mercado homossexual;


C

uma evidência que desmente um dos pressupostos de tal Escola, na medida em que abre um espaço de afirmação para um discurso contra-hegemônico;


D

uma prova de que a indústria cultural, ao nivelar “por baixo” suas produções, contribui para a narcotização da consciência;


E

uma operação de alienação, na medida em que desvia a atenção do público para questões mais fundamentais da existência, como a exploração econômica.