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“Diante de uma vitrine temos total acesso àquilo que nos...

“Diante de uma vitrine temos total acesso àquilo que nos espreita do outro lado, mas se trata de um acesso restrito ao campo visual. Do ponto de vista tátil, a vitrine é uma parede, visualmente é uma tela”. (GUIMARÃES, Euclides. No mundo estetizados em que vivemos. Revista Sagarana. Ed. n. 6, 1999) Sobre o consumo, modo de vida e sustentabilidade, assinale a alternativa incorreta.


A

Um discurso possível sobre o consumo e o modo de vida está o fato de ser importante e inevitável a prática do consumismo da sociedade atual e, antagonicamente, outro discurso de que é perniciosa a ideologia consumista, uma vez que leva, inexoravelmente, ao subdesenvolvimento, à pobreza e à dependência


B

O consumo é um fato de hegemonia cultural e, como tal, não se realiza apenas mediante ações verticais, pois é mais do que a relação entre meios manipuladores e dóceis audiências, na qual há mais do que dominadores capturando receptores


C

O culto do corpo é uma prática extremamente importante para a sustentação do consumo, sendo uma faceta do sistema do produto que induz nos indivíduos uma dupla prática: a do corpo como capital, isto é, como finalizador do processo de produção, e como fetiche, sendo ele o próprio objeto do consumo


D

Há uma crescente preocupação com os efeitos da atividade humana no mundo, em diferentes áreas, mas que afetam o meio ambiente e que está diretamente relacionado ao consumo como modo de vida. Assim, pode-se afirmar que a sustentabilidade é explicada pela interação do ser humano, em todas as dimensões que o bem estar pode ser proporcionado pelo crescimento econômico, sem a preocupação com a conservação dos recursos naturais, que estão presentes no planeta desde a Antiguidade


E

No domínio da produção de mercadorias, o efeito primário (da era pós-moderna) foi a ênfase nos valores e virtudes da instantaneidade (alimentos e refeições instantâneas e rápidos e outras comodidades) e da descartabilidade (xícaras, pratos, talheres, embalagens, guardanapos, roupas etc.) a dinâmica de uma sociedade do descarte. Significa mais do que jogar fora bens produzidos (criando um monumental problema com o que fazer com o lixo); significa também ser capaz de atirar fora valores, estilos de vida, relacionamentos estáveis, apego a coisas, edifícios, lugares, pessoas e modos de adquirir e agir