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O fato novo que orientava a reflexão de um conjunto de intelectuais, entre eles Comte, no início do século XIX, é a indústria. Os observadores da época percebiam que algo de original estava acontecendo em relação ao passado. Podemos afirmar que, para Comte:
oposição entre empresários e operários era secundária, pois era reflexo da má organização da sociedade industrial e poderia ser corrigida por meio de reformas, sendo episódios superficiais.
economistas liberais como Marx eram metafísicos, quando se esforçaram para consider fenômenos de economia política separados da materialidade do setor social.
a oposição entre empresários e operários seria central e conduziria a crises cíclicas, cuja saída seria a constituição de uma sociedade plenamente positiva e socialista, cujo remédio e saída seria a aplicação da ciência no processo de organização do trabalho.
existe um desejo de construir um tipo de sociedade justa, igualitária e fraterna, no marco da Revolução Francesa, ao entender que os problemas sociais que abalavam as estruturas da época relacionavam-se com a forma como a riqueza, produto do trabalho, era apropriada pelas classes sociais.
a produção industrial, que levou à concentração de massas de trabalhadores nas cidades, seria o cerne de um tipo de sociedade radicalmente diferente no contexto da modernidade, cuja explicação deveria ser positiva, levando em consideração a dinâmica politécnica organizadora, presente nos opúsculos e cursos de Filosofia Positiva, que prezem pelo estado metafísico como a última fronteira de explicação da sociedade.