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“A salvação da alma; e só ela era o centro de seu trabalho e de sua vida. Seus ideais éticos e os resultados práticos de sua doutrina eram todos baseados apenas nela; eram consequência de motivos puramente religiosos. Teremos, pois, de admitir que as consequências culturais da Reforma foram, em grande parte, talvez, até no aspecto particular em foco, resultantes inesperadas e mesmo indesejadas do trabalho dos reformadores. Estas foram,muitas vezes, bastante distantes, ou até mesmo opostas a tudo o que eles mesmos pensaram obter.”
(WEBER, 1996: 60. ANPUH. S25. 1236. pdf. Adaptado.)
Provavelmente, nenhuma obra leiga chamou tanto a atenção para o pensamento de Calvino quanto “A ética protestante e o espírito do capitalismo” de Max Weber. Nessa obra, dentre outras teorias, Weber destaca:
A impossibilidade de se explicar o avanço do capitalismo sem lançar mão do materialismo histórico.
A interpretação Marxista como a teoria fundamental para se justificar a luta de classes defendida pelos grupos protestantes nascentes.
O desejo da salvação da alma que, antes era o centro dos ideais éticos dos calvinistas, foi radicalmente substituído pela busca da opulência e da riqueza.
Que, por causa de sua vocação, o crente se empenhava em prosperar na sua atividade econômica e evitava, com determinação, o desperdício de suas posses.