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“O que impressiona o homem no espetáculo dos outros homens são os pontos em que se assemelham. Historiadores, arqueólogos, filósofos, moralistas e literatos pediram primeiro aos povos recém-descobertos uma confirmação de suas próprias crenças sobre o passado da humanidade. Isso explica porque, durante os grandes descobrimentos do Renascimento, os relatos dos primeiros viajantes não tenham causado surpresa: acreditava-se menos em descobrir novos mundos que encontrar o passado do mundo antigo. Os gêneros de vida dos povos selvagens demonstravam que a Bíblia, os autores gregos e latinos diziam a verdade ao descrever o jardim do Éden, a Idade de Ouro, a Fonte da Juventude, a Atlântida ou as Ilhas Afortunadas (...).”
(Claude Lévi-Strauss – Pensador.)
Além de estar expresso no pensamento de Lévi-Strauss, a presença de uma tácita admiração entre os homens, no sentido de perceber as diferenças entre as culturas, o antropólogo ainda:
Contrapõe-se às teorias que defendem a ideia de que é a partir de uma estrutura universal que os seres humanos produzem uma diversidade cultural.
Sinaliza a inexistência de uma estrutura mental universal que possa caracterizar a humanidade e que, por conseguinte, possa organizar as experiências humanas.
Preconiza a teoria de que a diversidade cultural estacionária em alguns povos e cumulativa em outros é uma decorrência do processo de industrialização acima de qualquer outro.
Conclui que todas as culturas usam os seus próprios parâmetros ao olhar para outras, embora o Ocidente tente explicá-las como diferenças de estágio da evolução da sociedade.