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Os estudos quantitativos sobre a inserção no mercado de trabalho no Brasil demonstraram que os negros estão sempre em desvantagem em relação aos brancos nas chances de mobilidade social, pois estão mais submetidos a um “ciclo de desvantagens acumulativas”, que remete às desigualdades presentes na origem social ou, mais precisamente, na ocupação e no nível educacional dos pais, o que permanece nas esferas da educação e do trabalho nas trajetórias de vida dos negros. Outro fator componente das desvantagens acumulativas é a distribuição geográfica desigual de grupos de cor no território brasileiro: os brancos ocupam majoritariamente o Sul e o Sudeste, e os negros, as regiões historicamente menos desenvolvidas do ponto de vista econômico, numa distribuição resultante da dinâmica da escravidão no Brasil e da política de migração europeia que introduziu os trabalhadores brancos europeus principalmente no Sul e no Sudeste.
Jordão Horta Nunes e Neville Julio de Vilasboas e Santos. A desigualdade
no “topo”: empregadores negros e brancos no mercado de trabalho
brasileiro. In: Civitas, 16(2), abr.-jun./2016, p. 90 (com adaptações).
Tendo o texto apresentado como referência inicial e considerando a exclusão racial no contexto do mercado de trabalho no Brasil, julgue os itens que se seguem.
Depreende-se do texto apresentado a necessidade de considerar uma multiplicidade de elementos de ordem étnico-racial, educacional e geográfica para explicar a constituição do mercado de trabalho no Brasil.
Certo
Errado