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“Para Tocqueville, o mundo igualitário moderno seria, por necessidade, fortemente indiv...

“Para Tocqueville, o mundo igualitário moderno seria, por necessidade, fortemente individualista. Uma vez obsoletos os laços aristocráticos de família e de comunidade, a sobrevivência dos indivíduos passava a depender sobretudo do esforço de cada um no mundo do trabalho e da competição. O que favorecia o isolamento social dos indivíduos e o seu confinamento à esfera da privacidade, resultando no definhamento da experiência prática da política e na alienação em relação à concretude das mazelas vividas por outrem.


Carentes de vigor, os valores e as práticas voltados para a realização do bem comum, sem controle efetivo por parte da experiência prática da cidadania, o governo da democracia, mesmo se no invólucro da boa institucionalização liberal, se transformava em mecanismo autônomo de distribuição de benesses e de sofrimentos, à mercê do interesse de seus eventuais ocupantes, conduzidos, pela ignorância da prática política, aos castelos do mando.”


JASMIN, Marcelo. O dilema da igualdade. In: FOLHA DE SÃO PAULO. São Paulo, domingo, 31 de julho de 2005.


Assim, segundo Tocqueville, uma das razões para o declínio dos regimes democráticos modernos seria:


A

a busca da igualdade social a partir da moral puritana que pregava o afastamento das questões mundanas e a manutenção da igualdade entre os homens entendidos como filhos de Deus.


B

o envolvimento genuíno da população com a criação e o funcionamento das instituições, configurando experiências práticas de autogoverno.


C

a liberdade de expressão por meio da atuação da imprensa com o fornecimento de informações que fomentariam, excessivamente, o debate político na esfera pública.


D

a descentralização das decisões governamentais que comprometeriam a ostentação de poder pelas autoridades soberanas, dificultando o reconhecimento das autoridades pela população.


E

a apatia pela vida pública em função da busca individualista da sobrevivência com a transferência do poder para os poucos que mantinham interesse pelos assuntos públicos.