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“O objeto de análise de [George] Simmel não é o indivíduo, nem a sociedade, enquanto ta...

“O objeto de análise de [George] Simmel não é o indivíduo, nem a sociedade, enquanto tais: todo o seu interesse se focaliza sobre a interação criadora entre esses dois polos extremos. A produção da sociedade pelos indivíduos e a conformação permanente dos indivíduos pela sociedade constitui, neste sentido, a matriz fundadora do vínculo social. Situando-se no ponto de vista contrário de Durkheim, Simmel privilegia, portanto, não a coação, mas o devir da sociedade.” (LALLEMANT, Michel. História das ideias sociológicas: das origens aos contemporâneos. Petrópolis: Vozes, 2018, p. 146)


Embora tardio, o interesse despertado pela sociologia simmeliana colocou este pensador alemão no panteão dos “clássicos” da disciplina, ao lado de Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber. Entre as razões para isso, está a importância de seus conceitos para a compreensão das chamadas sociedades urbanas, entre eles:


A

o conceito de comunidade caracterizado por relações fundadas sobre a afetividade e o espírito de grupo.


B

o conceito de tipo ideal, um modelo abstrato que, quando usado como padrão de comparação, permite ao pesquisador observar aspectos do mundo real de uma forma mais clara e sistemática.


C

o conceito de sociação, isto é, a forma na qual os indivíduos, em razão de seus interesses, desenvolvem-se conjuntamente em direção a uma unidade, no seio da qual esses interesses se realizam.


D

o conceito de imitação, segundo o qual o vínculo social se dá a partir das interações entre as consciências individuais de forma mimética.


E

o conceito de solidariedade orgânica produzido a partir da divisão social do trabalho.