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Ao analisar a sociedade urbana brasileira, Otávio Velho defende que os conflitos nas grandes cidades não se restringem às desigualdades econômicas. A modernização urbana e a pluralização de estilos de vida produzem disputas simbólicas e identitárias entre grupos sociais que compartilham o mesmo espaço, mas operam com valores, projetos e referências culturais distintas.
De acordo com a perspectiva de Otávio Velho,
a desigualdade de renda constitui o núcleo dos conflitos urbanos, uma vez que limita o acesso a bens e serviços, enquanto as divergências culturais e identitárias tendem a se reorganizar conforme as posições econômicas ocupadas pelos indivíduos.
a ampliação do consumo, da escolarização e do acesso às tecnologias digitais contribui para homogeneizar práticas culturais nas metrópoles, reduzindo progressivamente tensões simbólicas entre grupos sociais distintos.
a modernização das cidades brasileiras reorganiza espacialmente as diferenças sociais, mas não produz novas formas de conflito, pois a convivência urbana tende a gerar adaptação mútua entre os diversos estilos de vida.
conflitos urbanos podem envolver disputas simbólicas e culturais, como embates em torno de estilos musicais, usos diferenciados do espaço público e tensões entre moradores de condomínios fechados e populações de periferia, revelando divergências morais e identitárias que ultrapassam a dimensão estritamente econômica.
conflitos urbanos expressam principalmente dificuldades de inserção produtiva e baixa mobilidade ocupacional, sendo as diferenças culturais manifestações superficiais de uma estrutura econômica insuficientemente integrada.
Ulrich Beck, caracterizando o que chama de “modernidade reflexiva”, discorre acerca do papel desempenhado pela ciência quanto à produção de conhecimentos concernentes aos riscos acarretados por essa forma de modernidade.
Sobre o papel da ciência conforme Beck, analise as afirmativas a seguir:
I. A crescente cientificização ocasionou indistinções entre ciência e política, as quais perpassam todas as esferas da vida social.
II. As contestações à autoridade científica foram decisivas para a sua obsolescência na “modernidade reflexiva”.
III. A racionalidade científica tornou-se imune a críticas, porquanto seja uma forma socialmente legítima de produzir verdades.
IV. Embora cada vez mais necessária, a ciência se torna cada vez menos suficiente para a definição socialmente vinculante de verdade.
Estão corretas apenas as afirmativas
I e II.
II e III.
III e IV.
I e IV.
A ideia de êxodo urbano assume ares caricaturais. Pega a mais reduzida parte da pirâmide social e projeta para todos seus desejos defensivos. Se o êxodo urbano for compreendido como aquisição de uma segunda residência, então não estamos, de fato, falando de êxodo, mas da reversão de um excedente de renda de uma pequena fração da elite para as franjas metropolitanas. Se o êxodo urbano for compreendido como retorno aos municípios menos povoados, então não estamos, de fato, falando de êxodo urbano, mas de um movimento de migração de pessoas cuja estabilidade no emprego e a elevada renda lhes permitem simular, nas ilhas urbanas do interior agropecuário, a vida urbana metropolitana.
ARRAIS, T. A. O distópico êxodo urbano. Revista e, n. 11, maio 2021 (adaptado).
A crítica apresentada no texto evidencia uma dinâmica socioespacial marcada pela
valorização de tradições rurais.
redução de plantações agrícolas.
estagnação de atividades comerciais.
precariedade de infraestruturas rodoviárias.
seletividade de deslocamentos populacionais.
Nas últimas décadas, o meio rural e o urbano sofreram transformações significativas que devem ser entendidas com base na dinâmica e estrutura demográfica do Brasil. Em relação a essas mudanças, é correto afirmar que:
o crescimento da população ocupada na agropecuária ocorreu notadamente na pequena propriedade familiar, que é intensiva em mão de obra;
segundo os últimos levantamentos censitários, a mão de obra no campo aumentou drasticamente desde os anos 1990, com o crescimento do setor agropecuário;
as mulheres e os jovens estão mais dispostos a permanecer nas áreas rurais, já que se tata de grupos não favorecidos pelo mercado de trabalho nos grandes centros urbanos;
entre 2006 e 2017, a população ocupada reduziu-se em 1,5 milhão, em virtude de dois fatores centrais: redução da fecundidade nas áreas rurais e permanência dos fluxos migratórios rural-urbano;
entre os três últimos censos agropecuários (1995, 2006 e 2017), a população ocupada aumentou no Centro-Oeste, acompanhando a expansão da moderna agricultura, mas diminuiu nas demais regiões do país.
Para Georg Simmel, a vida metropolitana nos expõe ao desejo de bens culturais e também à ansiedade por não sermos capazes de adquirir tudo que nos é apresentado. Também vivenciamos a situação do movimento incessante das ruas e a sensação de solidão, mesmo cercados de pessoas. Simmel entende que essa é uma sensação que remete às noções de aproximação e distanciamento. No mesmo sentido, o comportamento dos habitantes dos centros urbanos voltado para conviver com o ritmo acelerado das cidades é denominado pelo sociólogo como:
Atitude de reserva.
Atitude de pessimismo e otimismo.
Ação virtuosa e vontade controlada.
Tensão nervosa.
Transtorno de personalidade acelerada.


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Henri Lefebvre (1991) aponta que o planejamento urbano e o urbanismo acabam por focalizar problemas das cidades, tais como os relacionados às redes de circulação e de consumo, a partir de uma racionalidade estritamente técnica, deixando de lado
(LEFEBVRE, H. O Direito à Cidade. Trad. de Eduardo Frias. São Paulo: ed. Moraes, 1991)
os aspectos espaciais da organização de centros urbanos.
as necessidades urbanas do comércio e da indústria.
o zoneamento urbano denominado “monofuncional”.
a divisão entre moradia, trabalho, lazer e circulação.
a sociedade urbana livre e democraticamente densa.
Observe a imagem a seguir:

Disponível em: <https://raizesds.com.br/pt/> Acessado em: 20 de set. 2024.
Várias análises podem ser elaboradas com base na imagem. No entanto, um tema se torna central e pode ser compreendido como a(o,as)
disputa por territórios na região urbana de países desenvolvidos.
desigualdade arquitetônica das grandes metrópoles no mundo.
aumento da população provocada pela equidade socioeconômica.
diferenças socioeconômicas entre as classes sociais de um país.
crescimento dos territórios habitáveis e utilizados pela população.
A sociologia urbana contribuiu significativamente para a compreensão das transformações das cidades na era pós-moderna. Considerando as teorias sobre a cidade e a vida urbana, analise o caso hipotético a seguir.
Uma grande metrópole latino-americana está passando por um processo acelerado de gentrificação em um dos seus bairros históricos. Tradicionalmente, esse bairro era habitado por comunidades de baixa renda, mas, recentemente, atraiu a atenção de investidores imobiliários que começaram a adquirir propriedades e construir edifícios modernos de alto padrão. Como resultado, muitos moradores originais foram deslocados devido ao aumento do custo de vida e dos aluguéis.
Sobre o processo de gentrificação, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A gentrificação é uma manifestação do conflito de classes urbano onde os interesses capitalistas de acumulação de capital se sobrepõem às necessidades habitacionais das classes trabalhadoras, resultando na expulsão dos moradores originais.
( ) O processo de gentrificação reflete a transformação das práticas espaciais urbanas em um espaço de consumo, onde o valor de uso do espaço urbano é substituído pelo valor de troca, alterando as relações sociais e culturais do bairro.
( ) A gentrificação representa uma fase natural de evolução das cidades modernas, onde o desenvolvimento econômico sempre leva à melhoria da infraestrutura e qualidade de vida, independentemente dos deslocamentos populacionais.
( ) A gentrificação é um processo inevitável na era pós-moderna, onde a fragmentação e o pluralismo cultural tornam-se características predominantes das cidades, sem relação direta com as dinâmicas econômicas e sociais.
( ) A gentrificação pode ser vista como um exemplo de planejamento urbano eficiente, onde a revitalização dos espaços antigos é realizada de maneira justa, beneficiando tanto os moradores originais quanto os novos investidores.
A sequência está correta em
V, V, F, F, F.
V, F, V, V, F.
F, V, F, F, V.
F, F, V, V, V.
Observe a imagem a seguir.

Em 2017, o Cais do Valongo, situado no Rio de Janeiro, recebeu o título de Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
A respeito desse título, é correto afirmar que
o reconhecimento do valor universal do espaço simboliza sua importância como testemunho de eventos globais que transcendem fronteiras nacionais.
a afirmação do valor do espaço enaltece a habilidade e a capacidade humana de intervir transformando seu meio ambiente.
a identificação do Valongo como paisagem natural o interpreta como símbolo da memória nacional para a preservação e celebração da herança e identidade do país.
a aceitação do espaço de memória como espaço ao ar livre implica na restrição da interferência de ações de musealização, visando garantir o acesso universal a todos.
a declaração como patrimônio imaterial, por ressaltar um passado não documentado, revela a proteção internacional dos saberes e tradições que foram transmitidos pelos escravizados.
Um sociólogo foi contratado para apresentar um relatório analítico sobre um grupo urbano de ocupação visando contribuir para a elaboração de políticas públicas e de assistência social conforme suas demandas e pautas. Nessa perspectiva, o profissional elaborou um projeto para nortear suas atividades investigativas.
Como ele necessita elaborar um perfil socioeconômico desse grupo, na sua metodologia de pesquisa, ele recorre aos métodos de abordagem
quantitativa.
etnográfica.
pesquisa-ação.
semiótica.
analítica de caso.


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O sociólogo francês Henri Lefebvre, especialista em Sociologia Urbana, publicou obras como Direito à cidade e A revolução urbana. Uma das contribuições centrais de Lefebvre para a Sociologia Urbana consiste em
apontar que a vida urbana contemporânea é organizada principalmente pelos interesses do capital.
criticar os marxistas por minimizarem a importância da luta de classes na organização urbana.
defender os interesses do mercado imobiliário para implementar uma urbanização racional.
propor formas de organização urbana em concordância com a racionalidade instrumental weberiana.
defender um modelo de urbanização que privilegie a atividade industrial e a geração de empregos.
O “direito à cidade” é um conceito originalmente formulado por Henri Lefebvre no livro O Direito à Cidade (1968, data da 1ª edição francesa). Segundo o autor, a luta de classes intervém na produção do espaço, de tal forma que é possível percebê-la na configuração das cidades; haja vista que:
o processo de urbanização, em suas estratégias de intensificação da vida urbana e da realização da sociedade urbana, caminha na direção de uma nova práxis.
o processo de industrialização interfere no plano específico da cidade; ou seja, nas modalidades do habitar e nas modulações do cotidiano.
o processo de industrialização-urbanização desenvolve-se numa lógica dialética dando origem a um novo conceito de humanismo.
são formuladas estratégias políticas contra hegemônicas, com objetivo de reconfigurar o processo de industrialização-urbanização, característico das sociedades modernas.
a racionalidade limitada, o economicismo e a centralização planificadora, ao mesmo tempo em que provoca a crise da cidade, impede o surgimento do “homem urbano”.
I. Observe a imagem a seguir sobre os impactos da expansão urbana em São Luís do Maranhão, destacando as palafitas e favelas no primeiro plano em contraste com os prédios modernos ao fundo.

Fonte: https://images.cnrs.fr/en/photo/20170004_0002
II. Leia a definição do processo exemplificado pela imagem:
“Tal como empregada nas ciências sociais, essa noção designa processos pelos quais determinados grupos sociais se separam uns dos outros, evitando o convívio e a interação, materializando espacialmente as relações desiguais entre os grupos implicados”.
A imagem e o texto exemplificam a noção de
assimetria social.
conflito de classe.
regime de apartheid.
discriminação racial.
segregação residencial.
Outro tema central dentro da Sociologia Rural é a questão fundiária, ou seja, o uso, o gozo, o acesso e o direito à terra. No histórico fundiário brasileiro, vários movimentos foram definidores de determinadas características e geradores de diversas consequências. Um desses foi a chamada “modernização conservadora”, ocorrida no período da Ditadura Militar, esta que gerou uma série de efeitos que, dentre eles, está:
O êxodo rural.
O decréscimo da produtividade da agricultura brasileira.
A desconcentração fundiária.
A distribuição de renda.
O repaginamento rural.
O processo de urbanizacão intensificou-se, no mundo todo, depois do ano de 1800, a maior parte das famílias se estabeleceu em centros urbanos por conta das maiores oportunidades e melhores condições de vida. Porém o esse processo possui alguns pontos negativos, como:
O aumento da taxa de natalidade.
O êxodo rural.
A favelizacão.
O fordismo.
A diminuição de produções naturais.


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Ali tudo foi, nada é. Não se conjugam verbos no presente. Tudo é pretérito. Umas tantas cidades moribundas arrastam um viver decrepito, gasto em chorar na mesquinhez de hoje as saudosas grandezas de dantes. Pelas ruas ermas, onde o transeunte é raro, não matracoleja sequer uma carroça; de há muito, em matérias de rodas, se voltou aos rodízios desse rechinante símbolo do viver colonial – o carro de boi. Erguem-se por ali soberbos casarões apalaçados, de dois e três andares, sólidos como fortalezas, tudo pedra, cal e cabiúna, o sangue, a vida para sempre refugiram. Vivem dentro, mesquinhamente, vergônteas mortiças de famílias fidalgas, de boa prosápia entroncada na nobiliarquia lusitana. Pelos salões vazios, cujos frisos dourados se recobrem da patina dos anos e cujo estuque, lagarteado de fendas, esboroa à força de goteiras, paira o bafio da morte. Há nas paredes quadros antigos, crayons, figurando efigies de capitães-mores de barba em colar. Há sobre os aparadores Luiz XV brônzeos candelabros de dezoito velas, esverdecidos de azinhavre. Mas nem se acendem as velas, nem se guardam os nomes dos enquadrados – e por tudo se agruma o bolor rancido da velhice. São os palácios mortos da cidade morta. (LOBATO, Monteiro. Cidades Mortas. São Paulo: editora brasiliense, 1972, p. 3)
O trecho de Monteiro Lobato aponta para alguns dilemas desse fenômeno das cidades. A questão urbana atravessa inúmeras abordagens sociológicas. Quanto ao tema da cidade, é CORRETO afirmar:
Em Max Weber, a cidade ocidental é caracterizada pelo acúmulo de diferentes funções de regulamentação da vida econômica, política e cultural dos cidadãos. Não é apenas as cidades ocidentais que reúnem tais características.
Em Manuel Castells, para se pensar a cidade, exigiria uma separação clara entre a análise do espaço urbano e as lutas sociais e processos políticos.
Em Georg Simmel, a grande cidade será o lugar da criação de condições psicológicas para a diminuição dos estímulos nervosos dos indivíduos que moram na metrópole.
Em Zygmunt Bauman, um dos traços da cidade contemporânea é a crescente sensação de medo e insegurança, bem como o afastamento em relação às localidades e às pessoas fisicamente vizinhas, mas social e economicamente distantes.
Em Pierre Bourdieu, a análise em torno da cidade surgirá a partir do debate dos chamados efeitos de lugar, ou seja, o urbano está livre dos efeitos de naturalização, no qual as diferenças produzidas pela lógica histórica podem parecer surgidas da natureza das coisas.
“O objeto de análise de [George] Simmel não é o indivíduo, nem a sociedade, enquanto tais: todo o seu interesse se focaliza sobre a interação criadora entre esses dois polos extremos. A produção da sociedade pelos indivíduos e a conformação permanente dos indivíduos pela sociedade constitui, neste sentido, a matriz fundadora do vínculo social. Situando-se no ponto de vista contrário de Durkheim, Simmel privilegia, portanto, não a coação, mas o devir da sociedade.” (LALLEMANT, Michel. História das ideias sociológicas: das origens aos contemporâneos. Petrópolis: Vozes, 2018, p. 146)
Embora tardio, o interesse despertado pela sociologia simmeliana colocou este pensador alemão no panteão dos “clássicos” da disciplina, ao lado de Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber. Entre as razões para isso, está a importância de seus conceitos para a compreensão das chamadas sociedades urbanas, entre eles:
o conceito de comunidade caracterizado por relações fundadas sobre a afetividade e o espírito de grupo.
o conceito de tipo ideal, um modelo abstrato que, quando usado como padrão de comparação, permite ao pesquisador observar aspectos do mundo real de uma forma mais clara e sistemática.
o conceito de sociação, isto é, a forma na qual os indivíduos, em razão de seus interesses, desenvolvem-se conjuntamente em direção a uma unidade, no seio da qual esses interesses se realizam.
o conceito de imitação, segundo o qual o vínculo social se dá a partir das interações entre as consciências individuais de forma mimética.
o conceito de solidariedade orgânica produzido a partir da divisão social do trabalho.
Ao estudar temas relacionados aos estilos e modos de vida, vemos que eles podem ser distintos por vários fatores, como por exemplo o lugar, considerando ser no campo ou na cidade, na cidade pequena ou na metrópole. Nessa perspectiva, analise as afirmativas abaixo:
I. A organização das cidades pequenas para Georg Simmel, assim como as sociedades rurais, era produtora de um estilo de vida diverso do estilo de vida que se vive nas grandes cidades e nas sociedades urbanas. Nesse modo de viver que é peculiar das pequenas cidades e comunidades, que pode ser chamado de um modo de vida provinciano, a atitude mental de seus integrantes é essencialmente comunitária, no sentido estrito da palavra: as relações são eminentemente solidárias, arraigadas, o apelo emocional é forte, sobretudo no pego que demonstram às tradições, bem como às normas de conduta vigentes no grupo.
II. No estilo de vida moderno, a percepção que tem sobre o tempo é distinta daquela que se tem na vida provinciana, pois o tempo urbano é sentido como efêmero, e nele as transformações são visualizadas e percebidas a todo instante, por exemplo, no fluxo de pessoas e automóveis nas ruas, cada dia mais intenso, nas vitrines das lojas, nas avenidas revitalizadas, enfim, no frenético cotidiano das grandes cidades, em que o consumo colabora para um estilo próprio.
III. No estilo de vida provinciano, o tempo é experimentado como se transcorresse de maneira mais lenta, as transformações são vistas e sentidas em menor escala, as mudanças ocorrem de uma maneira menos fugaz, mas, em contrapartida, são percebidas de maneira mais efetiva por aqueles que estão nele inseridos.
IV. Apesar de os modos de vida serem distintos nos espaços modernos e provincianos, as pessoas se apropriam do tempo sempre da mesma forma, independente dos espaços, quer sejam nas cidades pequenas, como nas cidades grandes.
Estão corretas as afirmativas:
II e III apenas
I, II, III e IV
I, II e III apenas
I e IV apenas
Julgue o excerto abaixo.
O espaço público é aquele de uso comum e posse de todos. Já a cidade seria um local de encontros e relações no espaço público. A existência de um espaço público está vinculada à formação de uma cultura compartilhada pelos cidadãos da localidade. Já a esfera pública seria a dimensão na qual os assuntos públicos são discutidos pelos atores sociais.
O excerto está parcialmente correto, uma vez que o espaço público não é de uso coletivo já que os encarcerados, por exemplo, não têm o mesmo direito.
O excerto está completamente incorreto.
O excerto está parcialmente correto, uma vez que a esfera pública está vinculada ao espaço e não aos atores sociais.
O excerto está parcialmente correto, uma vez que a esfera pública necessariamente está vinculada ao espaço.
O excerto está completamente correto.
A respeito das teorias sociológicas sobre os fenômenos que ocorrem nos espaços urbanos, assinale a alternativa correta.
Manuel Castells, expoente da Nova Sociologia Urbana, apropria-se de princípios da biologia para explicar a interação e competitividade dos individúos nas grandes cidades. De acordo com essa teoria, entende-se a sociedade urbana como um ecossistema, marcado pela individualidade, competitividade e evolução social.
O conceito de gentrificação se refere ao aumento do custo de vida e dos imóveis nas áreas centrais, mais valorizadas, o que gera o afastamento dos pobres para zonas menos valorizadas e periféricas.
A segregação socioespacial no Brasil está vinculada à violência urbana e à criminalização da pobreza. No entanto indicadores como faixa etária e grupos étnicos não compõem variáveis relevantes para o tema.
A administração pública não possui instrumentos de combate à segregação espacial e à redução das desigualdades, uma vez que a resolução desses conflitos depende dos interesses do mercado.
O conceito de tribos é aplicável apenas ao ambiente não urbano, devido ao processo de homogeneização cultural promovido nas cidades pelos meios de comunicação de massa.


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