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Brasileiros e latino-americanos fazemos constantemente a experiência do caráter postiço, inautêntico, imitado da vida cultural que levamos. Essa experiência tem sido um dado formador de nossa reflexão crítica desde os tempos da Independência. Ela pode ser e foi interpretada de muitas maneiras, por românticos, naturalistas, modernistas, esquerda, direita, cosmopolitas, nacionalistas, etc., o que faz supor que corresponda a um problema durável e de fundo. Antes de arriscar uma explicação a mais, digamos, portanto que o mencionado mal-estar é um fato (SCHWARZ, Roberto. As ideias fora do lugar: ensaios selecionados. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2014, p. 81)
Foram inúmeras as tentativas de pensar o Brasil, dentro do pensamento social brasileiro, em especial àquele do final do século XIX e primeira metade do século XX. Diante deste contexto de construção de uma identidade nacional, é CORRETO afirmar:
Em Populações Meridionais do Brasil, de Oliveira Viana, fala-se do protagonismo da matriz étnica africana na composição da sociabilidade brasileira.
Em Os Sertões, de Euclides da Cunha, expõe-se todas as mazelas da mestiçagem, mesmo diante da diferenciação que se faz entre os mestiços do litoral – fortes e adaptáveis ao meio – e os do sertão – inferiores e degenerados.
Em Raízes do Brasil, de Sergio Buarque de Holanda, demonstra-se como uma das marcas da identidade nacional é a cordialidade, ou seja, uma ética emotiva que habita os espaços de impessoalidade.
Em Sobrados e Mucambos, de Gilberto Freyre, encontramos um debate em torno da relação entre mestiçagem e convívio social. Os traços da identidade nacional, marcadas negativamente pela presença de três matrizes étnicas (indígena, africana e portuguesa), o mestiço é tomado como uma saída para os problemas que a vida nos trópicos suscitava.
Em As coletividades Anormais, de Nina Rodrigues, trata-se da identidade nacional brasileira enquanto uma confluência étnica conflitante, cujas três matrizes (indígena, africana e portuguesa) convivem de tal maneira a criar, mesmo assim, uma ideia de povo brasileiro consolidada.


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