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“Foi, então, durante a década de 1980, que ocorreram os primeiros impulsos do nosso processo de reestruturação produtiva, levando as empresas a adotar, no início de modo restrito, novos padrões organizacionais e tecnológicos, novas formas de organização social do trabalho. Iniciou-se a utilização da informatização produtiva e do sistema just in time; germinou a produção baseada em dream work, alicerçada nos programas de qualidade total, ampliando também o processo de difusão da microeletrônica”.
ANTUNES, Ricardo. A era da informatização e a época da informatização: riqueza e miséria do trabalho no Brasil. In: ANTUNES, Ricardo, (org.). Riqueza e miséria do trabalho no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2006. p. 17.
Sobre a reestruturação produtiva que aparece no Brasil a partir do final do século XX, discutida pelo sociólogo Ricardo Antunes, é CORRETO afirmar que:
é neste momento que as novas tecnologias dominam a produção a partir do pensamento taylorista e do modelo fordista de produção industrial.
nesta, emerge um novo padrão de acumulação capitalista, acumulação flexível, uma reestruturação produtiva em que o toyotismo e as novas tecnologias dominam a cena.
a reestruturação emergiu em decorrência da crise do modelo de estado de bem-estar social, do desenvolvimentismo, da democracia dos anos imediatamente anteriores.
a crise que emerge no mercado interno acentua-se independentemente das questões externas da economia, sem relações com a balança de pagamento.
diante da reestruturação, vieram: novos requerimentos de qualificação dos trabalhadores, novas técnicas de organização etc, mas mantendo as estratégias de integração entre a produção, a logística e o consumidor.