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Outra tendência operada pelo capital, na fase da reestruturação produtiva, no que concerne à relação entre trabalho e valor, é aquela que reduz os níveis de trabalho improdutivo dentro das fábricas. A eliminação de várias funções, como supervisão, vigilância, inspeção, gerências intermediárias etc., medida que se constitui em elemento central da empresa capitalista moderna, visa a transferir e incorporar ao trabalho produtivo atividades que eram anteriormente feitas por trabalhadores improdutivos.
(Antunes, 2009)
A tendência referida no texto constitui um aspecto próprio do
toyotismo.
fordismo.
keynesianismo.
taylorismo.
marxismo.
Mais do que nunca, no início do século XXI, bilhões de homens e mulheres dependem exclusivamente de seu trabalho para sobreviver e encontram cada vez mais situações instáveis, precárias, quando não inexistentes de trabalho. Ou seja, enquanto se amplia o contingente de trabalhadores e trabalhadoras no mundo, há uma constrição monumental dos empregos, corroídos em seus direitos. Maquinaria perversa e satânica que vem gerando um gigantesco contingente de desempregados pela própria lógica destrutiva do capital – a qual, ao mesmo tempo que expulsa centenas de milhões de homens e mulheres do mundo produtivo em seus trabalhos estáveis e formalizados, recria, em distantes espaços, novas modalidades informalizadas e precarizadas de geração do mais-valor. Mas contra a simplória tese da finitude do trabalho, este se mostra, em sua forma de ser, um espaço de sociabilidade, mesmo quando é marcado por traços dominantes de estranhamento e alienação.
(Ricardo Antunes, 2009)
Conforme o excerto, o autor argumenta que, no século XXI, o trabalho
constitui um meio de ascensão das classes populares.
permite superar o processo de geração de mais-valor.
comporta atributos mutuamente contraditórios.
possibilita o combate às desigualdades regionais.
proporciona a desalienação da classe trabalhadora.
Segundo Ricardo Antunes (2009, p. 198), "Mais de 1 bilhão de homens e mulheres que trabalham estão ou precarizados, subempregados [...] A força humana de trabalho é descartada com a mesma tranquilidade com que se descarta uma seringa. [...] Essa tendência tem se acentuado em função da vigência do caráter destrutivo da lógica do capital [...], especialmente após a crise estrutural iniciada nos anos 70." Com base no texto e nas transformações do mundo do trabalho, assinale a alternativa que expressa corretamente o processo descrito pelo autor:
O neoliberalismo consolidou a igualdade social e o pleno emprego, baseando-se na intervenção estatal e no fortalecimento das políticas públicas.
O neoliberalismo extinguiu o exército industrial de reserva, garantindo estabilidade e segurança aos trabalhadores nas novas formas de produção.
O neoliberalismo representou a superação do capitalismo industrial, criando um sistema econômico voltado à solidariedade e à inclusão dos trabalhadores.
O neoliberalismo intensificou a precarização e a instabilidade no emprego, ao promover políticas de flexibilização, desregulamentação e descarte do trabalhador como parte da lógica global do capital.
O neoliberalismo eliminou a precarização do trabalho, fortalecendo o Estado social e ampliando a proteção e os direitos trabalhistas em escala mundial.
Para Ricardo Antunes (2009), a expressão “classe que vive do trabalho” tem como primeiro objetivo conferir validade contemporânea ao conceito marxiano de classe trabalhadora. Quando tantas formulações vêm afirmando a perda da validade analítica da noção de classe, essa designação pretende enfatizar o sentido atual da classe trabalhadora, sua forma de ser.
Para o autor, a expressão “classe que vive do trabalho” designa
os assalariados e os empresários com menos de cinco funcionários.
a totalidade dos funcionários públicos e dos trabalhadores informais.
a totalidade do trabalho social e do trabalho assalariado.
os prestadores de serviços gerais e os trabalhadores domésticos.
os trabalhadores rurais, autônomos e trabalhadores formais.
Com o avanço da tecnologia no mundo do trabalho, têm se intensificado também novas formas de exploração do trabalho, inclusive, utilizando-se da divisão sexual do trabalho, como afirma Anna Pollert com base em seus estudos sobre o trabalho fabril.
(Ricardo Antunes, 2009)
Considerando as pesquisas de Anna Pollert, Ricardo Antunes ressalta que
melhora a presença de mão de obra feminina no capital intensivo.
aumenta a busca de mão de obra feminina qualificada.
cresce a representação feminina em sindicatos e associações.
prevalece a mão de obra feminina nas áreas mais rotinizadas.
prolifera a mão de obra masculina no trabalho intensivo.


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Na divisão do trabalho, operada pelo capital dentro do espaço fabril, geralmente as atividades de concepção ou aquelas baseadas em capital intensivo são preenchidas pelo trabalho masculino, enquanto aquelas dotadas de menor qualificação, mais elementares e muitas vezes fundadas em trabalho intensivo, são destinadas às mulheres trabalhadoras (e, muito frequentemente, também aos trabalhadores/as imigrantes e negros/as).
(Ricardo Antunes, 2009. Adaptado)
No texto, o autor aponta que a divisão do trabalho fabril
proporciona condições adequadas de trabalho nas fábricas.
permite dividir o trabalho conforme as qualificações individuais.
supera as desigualdades sociais ao proporcionar mais empregos.
reflete as condições gerais de classe e gênero na sociedade.
objetiva a inclusão social ao contratar imigrantes e negros.
A denominada crise do fordismo e do keynesianismo nos anos de 1980 era a expressão fenomênica de um quadro crítico mais complexo. Ela exprimia, em seu significado mais profundo, uma crise estrutural do capital. Como resposta à sua própria crise, iniciou-se um processo de reorganização do capital e de seu sistema ideológico e político de dominação, cujo contorno mais evidente foi o advento do neoliberalismo, do qual a era Thatcher-Reagan foi a expressão mais forte.
(Ricardo Antunes, 2009. Adaptado)
A crise do fordismo e do keynesianismo a que se refere o excerto consiste
na adoção de um modelo de produção que tenha como base a razão instrumental.
no declínio do papel social do Estado e do modelo vigente de produção e consumo.
no incremento do lucro resultante do aumento da automação da produção industrial.
no enfraquecimento do setor financeiro resultante dos processos de terceirização.
na estruturação do Estado de bem-estar social e na superação da mais-valia no norte global.
Para analisar as estruturações mais recentes do mundo do trabalho, Ricardo Antunes considera o seguinte exemplo:
Comecemos pelo exemplo recente mais exuberante. A Amazon (incluindo a Amazon Mechanical Turk) é de grande significado. [...] Depoimentos de trabalhadores nos EUA demonstram que caminhar 24 ou 25 km ao longo do dia, para buscar nas prateleiras os produtos a serem enviados em tempo veloz aos consumidores, é prática sistemática. Embalar 120 a 200 produtos por hora, trabalhar 55 horas por semana e até 10 horas por dia, em períodos de vendas intensas, como no período natalino, compõe o cotidiano de trabalhadores em sua unidade de Tilburi, na Inglaterra, onde se encontra o seu maior centro de e-commerce na Europa, no qual são vendidos mais de 1 milhão e 200 mil produtos por ano, conforme relato feito pelo jornalista Alan Selby.
ANTUNES, R. Uberização do trabalho e capitalismo de plataforma: uma nova era de desantropomorfização do trabalho?. Revista Análise Social. Lisboa n. 248, 2023 p. 518. Disponível em https://revistas.rcaap.pt/analisesocial/article/view/33535/23430. Acesso em: 29 fev. 2024. Adaptado.
O caso descrito pelo autor tem sido comum nas configurações mais recentes do mundo do trabalho.
Trata-se de um modelo de trabalho que conjuga a atividade digital com a(o)
redução tendencial da jornada semanal
diminuição potencial do capital permanente
exploração intensa do trabalho físico/material
garantias latentes de bem-estar ao trabalhador
exigência crescente de qualificação da mão de obra
Conforme descreve Ricardo Antunes em sua obra O privilégio da servidão (2020), é exemplo de “infoproletariado” o(a) trabalhador(a)
do artesanato.
da fábrica.
do comércio.
de aplicativos de transporte.
da zona rural.
De acordo com o sociólogo Ricardo Antunes (2020), sobre a “atual morfologia do trabalho”, podemos afirmar que:
Falarmos em “nova morfologia” do trabalho é uma armadilha teórica, visto que o trabalho possui uma definição ontológica, portanto não pode ser modificada.
A atual morfologia do trabalho consiste na aplicação do modelo toyotista de produção, em que as empresas se utilizam do just in time, tanto em seu espaço de trabalho, quanto em sua rede de fornecedores. Podemos citar o exemplo da Walmart, que há muito tempo abandonou os elementos ultrapassados característicos do Taylorismo.
Uma longa transformação no mundo no trabalho nos trouxe até à atual morfologia do trabalho em que você tem um desenho muito bem definido: por um lado, uma classe trabalhadora braçal precarizada especialmente nos países pobres e, por outro lado, uma classe trabalhadora jovem, intelectualizada, fazendo uso das TIC’s, bem-remunerada e altamente qualificada, especialmente nos países centrais.
A era digital nos apresenta uma nova estrutura laboral até então desconhecida, mas há muito tempo prevista e anunciada: o fim do trabalho e o protagonismo da inteligência artificial.
Ao contrário da eliminação do trabalho pelo maquinário, estamos presenciando o advento e expansão exponencial do novo proletariado de serviços, uma variante global do que podemos chamar de escravidão digital.


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“Foi, então, durante a década de 1980, que ocorreram os primeiros impulsos do nosso processo de reestruturação produtiva, levando as empresas a adotar, no início de modo restrito, novos padrões organizacionais e tecnológicos, novas formas de organização social do trabalho. Iniciou-se a utilização da informatização produtiva e do sistema just in time; germinou a produção baseada em dream work, alicerçada nos programas de qualidade total, ampliando também o processo de difusão da microeletrônica”.
ANTUNES, Ricardo. A era da informatização e a época da informatização: riqueza e miséria do trabalho no Brasil. In: ANTUNES, Ricardo, (org.). Riqueza e miséria do trabalho no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2006. p. 17.
Sobre a reestruturação produtiva que aparece no Brasil a partir do final do século XX, discutida pelo sociólogo Ricardo Antunes, é CORRETO afirmar que:
é neste momento que as novas tecnologias dominam a produção a partir do pensamento taylorista e do modelo fordista de produção industrial.
nesta, emerge um novo padrão de acumulação capitalista, acumulação flexível, uma reestruturação produtiva em que o toyotismo e as novas tecnologias dominam a cena.
a reestruturação emergiu em decorrência da crise do modelo de estado de bem-estar social, do desenvolvimentismo, da democracia dos anos imediatamente anteriores.
a crise que emerge no mercado interno acentua-se independentemente das questões externas da economia, sem relações com a balança de pagamento.
diante da reestruturação, vieram: novos requerimentos de qualificação dos trabalhadores, novas técnicas de organização etc, mas mantendo as estratégias de integração entre a produção, a logística e o consumidor.
Nas últimas décadas, particularmente depois de meados dos anos 70, o mundo do trabalho vivenciou uma situação fortemente crítica, talvez a maior desde o nascimento da classe trabalhadora e do próprio movimento operário. O entendimento dos elementos constitutivos dessa crise é de grande complexidade, uma vez que nesse mesmo período, ocorreram mutações intensas, de diferentes ordens e que, no seu conjunto, acabaram por acarretar consequências muito fortes no interior do mundo do trabalho e, em particular, no âmbito do movimento operário e sindical.
(Adaptado de: Antunes, Ricardo. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. São Paulo: Boitempo, 2009, p. 185, grifo no original)
Considere as seguintes proposições a respeito dessas mudanças no mundo do trabalho:
I. Há uma crise estrutural do capital que resultou em um profundo processo de reestruturação da produção, impactando, sobremaneira, a classe trabalhadora pela perda de direitos, precarização dos empregos e reduções salariais.
II. Ocorre um aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho com salários em média iguais aos dos homens.
III. A agenda neoliberal passou a orientar a ação dos governos, o que resultou em políticas de redução do tamanho do Estado, desregulamentação, privatizações, austeridade fiscal, financeirização da economia, desarticulação das organizações sindicais e restrição dos direitos sociais dos trabalhadores.
IV. Na fase da reestruturação produtiva há um aumento do trabalho improdutivo no interior das fábricas, com a expansão das atividades de supervisão, vigilância e inspeção.
V. A ampla criação de empregos e o surgimento de novos tipos de trabalho no setor de tecnologia impediram a consolidação do desemprego estrutural.
Está correto o que se afirma APENAS em
I, II e V.
I e III.
II, IV e V.
III e IV.
I, III e IV.
Ricardo Antunes é um dos principais sociólogos brasileiros que refletem acerca do mundo do trabalho. Sua extensa produção versa sobre os mais variados temas que giram em torno dos dilemas do trabalho na contemporaneidade. Um desses temas é o da flexibilização da acumulação capitalista, centrada nas reengenharias com as quais as empresas deveriam se relacionar. Quanto às consequências desse processo de flexibilização da acumulação capitalista no mundo do trabalho, segundo Antunes, é CORRETO afirmar:
Crescimento do proletariado fabril estável, que se desenvolveu na vigência do binômio taylorismo/fordismo e que vem aumentando com a reestruturação, flexibilização e desconcentração do espaço físico produtivo, típico da fase do Toyotismo.
Redução crescente do novo proletariado, do subproletariado fabril e de serviços, o que tem sido denominado mundialmente de trabalho precarizado. São os “terceirizados”, subcontratados, part-time, entre tantas outras formas assemelhadas, que se expandem em inúmeras partes do mundo.
Tendência de exclusão dos jovens e dos idosos do mercado de trabalho dos países centrais: os primeiros acabam, muitas vezes, engrossando as fileiras de movimentos neonazistas e aqueles com cerca de 40 anos ou mais, quando desempregados e excluídos do trabalho, dificilmente conseguem o reingresso no mercado de trabalho.
Tendência de redução da inclusão de crianças no mercado de trabalho, particularmente nos países de industrialização intermediária e subordinada, como nos países asiáticos, latino-americanos etc.
Diminuição significativa do trabalho feminino, que atinge mais de 40% da força de trabalho nos países avançados, e que tem sido preferencialmente absorvido pelo capital no universo do trabalho precarizado e desregulamentado.
O sociólogo brasileiro Ricardo Antunes tem se dedicado a entender o mundo do trabalho como definidor de um conjunto de outras relações e tem se atentado nas últimas décadas em perceber e analisar as transformações ocasionadas nesse ambiente. Ele utiliza o conceito de uberização do trabalho, que tem ganhado escopo e extensão no neoliberalismo, especificamente no seu livro "Uberização, trabalho digital e Indústria 4.0", que, para ele, seria:
a uberização como trabalho exercido pelos sujeitos ligados à plataforma UBER, e cadastrados em vários países para exercer transporte de passageiros, em veículos automotivos.
uberização como processo que afeta os indivíduos que vivem nas grandes e médias cidades brasileiras e é produto invariável do capitalismo neoliberal.
um processo no qual as relações de trabalho são cada vez mais individualizadas e invisibilizadas, sendo o assalariamento e a exploração cada vez mais encobertos. Apresentado como uma espécie de generalização e espraiamento de características estruturantes da vida de trabalhadores da periferia, que transitam em uma trajetória de instabilidade e ausência de identidade profissional, permeados por insegurança e pela falta de redes convencionais de proteção.
conjunto de relações de trabalho com seguridade e reconhecimento que, além de dar mais autonomia aos trabalhadores, também alimenta e favorece o empreendedorismo, pois possibilita que cada trabalhador possa definir seu horário de trabalho e seu próprio salário.
processo benéfico, haja vista que, nesse novo capitalismo, a ideia do patrão é solapada e cada trabalhador pode viver a tão sonhada ideia de ser seu próprio patrão.
No Brasil, particularmente na década de 1990, as transformações geradas pela nova divisão internacional do trabalho foram de grande intensidade, já que partiram de uma dinâmica interna, característica dos países de industrialização dependente, fundada na superexploração da força de trabalho. A imposição de baixos salários, associados a ritmos de produção intensificados e jornadas de trabalho prolongadas, foi ainda acentuada pela desorganização do movimento operário e sindical, imposta pela vigência, entre 1964 e 1985, da ditadura militar.
ANTUNES, R.; PRAUN, L, A sociedade dos adoecidos pelo trabalho. Serviço Social. São Paulo, n. 123, jul./set. 2015, p. 409 (adaptado).
A partir da temática do texto, avalie as afirmações a seguir.
I. Os efeitos da nova divisão internacional do trabalho foram mais acentuados e mais perversos nos países de industrialização dependente, uma vez que neles ocorreram ditaduras militares nas décadas anteriores a essa nova divisão.
II. Baixos salários, intensificação do trabalho e prolongamento de jornadas, entre outros efeitos da nova divisão do trabalho, são fenômenos globais, que, no Brasil, foram agravados por sua condição de economia periférica e do enfraquecimento do movimento sindical.
III. A referida nova divisão internacional do trabalho é consequência direta do neoliberalismo, tendência econômica e política que se espraiou pelo mundo nos anos 1980, cujos efeitos de precarização se agravaram no contexto interno de alguns países.
IV. A desorganização do movimento operário e sindical no Brasil se deve à própria industrialização dependente, aliada a condições de hiperexploração do trabalho.
É correto apenas o que se afirma em
I e III.
I e IV.
II e III.
I, II e IV.
II, III e IV.


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De acordo com Ricardo Antunes, a partir do Consenso de Washington, o capitalismo no Brasil, de modo especial a partir dos anos 1990 passou por uma série de transformações. Na sequencia desse conjunto de decisões inicia-se uma enorme onda de desregulamentação em estratégicos setores do mundo do trabalho no Brasil. Assinale a alternativa que não é pertinente ao contexto supracitado:
Instauração do processo de descentralização produtiva com o deslocamento dos centros fabris para regiões com mão-de-obra mais barata e sem forte organização sindical.
Adoção do receituário oriundo da acumulação flexível tais como a produção just in time, círculos da qualidade total, produção enxuta, entre outros.
No setor bancário, após a adoção de sistemas informatizados ocorre uma redução significativa dos trabalhadores dos bancos, redução dos salários e precarização das relações trabalhistas.
O setor calçadista adota a terceirização, externalização da produção da fábrica para o espaço domiciliar com a remuneração feita sobre a produtividade e não baseada em um contrato de trabalho convencional.
Ampliação do processo de terceirização e subcontratação como forma de competir com as matrizes das empresas transnacionais.
“O Século XXI apresenta [...] um cenário profundamente contraditório e agudamente crítico: se o trabalho ainda é central para a criação do valor – reiterando seu sentido de perenidade – estampa, em patamares assustadores, seu traço de superfluidade, da qual são exemplos os precarizados, flexibilizados, temporários, além do enorme exército de desempregados e desempregadas que se esparramam pelo mundo” (ANTUNES, Ricardo. Século XXI: nova era da precarização estrutural do trabalho? In: Seminário Nacional de Saúde Mental e Trabalho - São Paulo, 28 e 29 de novembro de 2008).
Diversos cientistas sociais contemporâneos apontam para as mutações ocorridas no mundo do trabalho na era da mundialização do capital. Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, NÃO é correto afirmar que:
De acordo com Ricardo Antunes, os processos de intensificação do uso de novas tecnologias e de novas formas de organização de produção, na era pós-fordismo, possibilitam um trabalho mais qualificado e revalorizado, acarretando, entretanto, o desemprego e exclusão dos trabalhadores. Isso ocorre devido:
à grande redução de custos e à otimização da produtividade industrial e dos seus serviços.
ao aumento de desempregados e à grande mobilidade destesembusca de emprego.
à redução dos custos e ao aumento da produção e da procura da mão de obra.
a uma valorização tardia do sistema Taylorista de produção.
à perda dos direitos trabalhistas.

Baseado nos pressupostos teóricos, assinale a opção incorreta.
Assinale a única opção falsa que pode decorrer da reflexão abaixo:
Sob o capitalismo avançado, acontece a supressão ou eliminação da classe trabalhadora. Trata-se de um verdadeiro "adeus ao proletariado".
A substituição do trabalho vivo pelo trabalho morto oferece, como tendência, a possibilidade de conversão do trabalhador em supervisor e regulador do processo de produção.
Pode-se constatar, de um lado, um efetivo processo de intelectualização do trabalho manual. De outro, uma subproletarização, expressa no trabalho precário, informal, temporário etc.
A década do 80 presenciou, nos países de capitalismo avançado, profundas transformações no mundo do trabalho, nas suas formas de inserção, na estrutura produtiva, nas formas de representação sindical e política.
A metamorfose no universo do trabalho configura um processo contraditório, que qualifica em alguns ramos e desqualifica em outros.


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