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A denominada crise do fordismo e do keynesianismo nos anos de 1980 era a expressão fenomênica de um quadro crítico mais complexo. Ela exprimia, em seu significado mais profundo, uma crise estrutural do capital. Como resposta à sua própria crise, iniciou-se um processo de reorganização do capital e de seu sistema ideológico e político de dominação, cujo contorno mais evidente foi o advento do neoliberalismo, do qual a era Thatcher-Reagan foi a expressão mais forte.
(Ricardo Antunes, 2009. Adaptado)
A crise do fordismo e do keynesianismo a que se refere o excerto consiste
na adoção de um modelo de produção que tenha como base a razão instrumental.
no declínio do papel social do Estado e do modelo vigente de produção e consumo.
no incremento do lucro resultante do aumento da automação da produção industrial.
no enfraquecimento do setor financeiro resultante dos processos de terceirização.
na estruturação do Estado de bem-estar social e na superação da mais-valia no norte global.


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