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O indicador mais comumente utilizado no Brasil para...

O indicador mais comumente utilizado no Brasil para demarcar a linha de pobreza absoluta é a renda familiar per capita inferior a um quarto de salário mínimo. Considere os seguintes dados:


Proporção de pessoas residentes em famílias com renda familiar inferior a 1/4 de salário mínimo per capita, por aglomeração urbana, Brasil, Nordeste, Sudeste e Estado de São Paulo, 2001

Região

Tipos de aglomeração

Metropolitana*

Urbana

não-metropolitana

Rural

Total

Brasil

19,10

46,60

34,30

100,00

Nordeste

11,04

43,80

45,16

100,00

Sudeste

38,78

43,13

18,09

100,00

Estado de São Paulo

54,91

37,64

7,45

100,00



Fonte: IBGE, PNAD 2001

Nota:

* Inclui Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Extraído de: TORRES, Haroldo da Gama; MARQUES, Eduardo Cesar. (2004). Pobreza e distribuição espacial de grupos sociais na metrópole de São Paulo. Cadernos Adenauer. São Paulo.


Considerando o indicador sugerido, a análise da tabela permite concluir que:


A

nacionalmente, a pobreza absoluta pode ser considerada um fenômeno predominante nas regiões metropolitanas, o que é replicado pelo exemplo do estado de São Paulo.


B

o contraste entre as regiões Sudeste e Nordeste permite inferir que, no primeiro caso, a pobreza absoluta é um fenômeno metropolitano, enquanto no segundo é um fenômeno essencialmente rural.


C

em escala nacional, a pobreza absoluta apresenta maior número em regiões urbanas não metropolitanas, ao passo que no estado de São Paulo o maior número de indivíduos vivendo em unidades familiares abaixo da linha de pobreza absoluta está situado na região metropolitana.


D

o Nordeste é a região que apresenta maior congruência com a distribuição normal da média nacional de pobreza absoluta, enquanto que o estado de São Paulo apresenta a menor congruência com a da pobreza relativa.


E

em nível nacional, a pobreza absoluta está concentrada em regiões urbanas não metropolitanas, enquanto que a pobreza relativa está concentrada nas regiões rurais do Nordeste.