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As formulações teóricas da realidade, quer sejam científicas ou filosóficas, quer sejam...

As formulações teóricas da realidade, quer sejam científicas ou filosóficas, quer sejam até mitológicas, não esgotam o que é ‘real’ para os membros de uma sociedade. Sendo assim, a sociologia do conhecimento deve acima de tudo ocupar-se com o que os homens ‘conhecem’ como ‘realidade’ em sua vida cotidiana, vida não teórica ou pré-teórica.


(BERGER, Peter; LUCKMANN, Thomas. A construção social da realidade. Petrópolis: Vozes, 1998. pp. 29-30)


A concepção subjacente de sociedade defendida por essa vertente teórica da Sociologia do Conhecimento é a de


A

construção orgânica individual e coletivamente determinada por processos simbólicos e práticos de caráter intermitente e ocasional, cuja sedimentação é dependente dos contatos face a face.


B

construção interativa simultaneamente objetiva (compreendendo processos de institucionalização e de legitimação) e subjetiva (envolvendo processos de socialização e de interiorização).


C

produto da dialética entre a interiorização da realidade pela existência individual e a sua objetivação por meio de processos e modos de institucionalização do assujeitamento dos indivíduos a papéis determinados.


D

universo simbólico no qual se sedimentam papéis e formas de linguagem responsáveis pela manutenção da interiorização subjetiva da tradição e da sedimentação objetiva da transformação.


E

contexto de encenação de condutas pelos atores sociais e de dramatização da experiência social, estruturado por ajustamentos cotidianos contínuos objetivando a organização e compreensão das interações.