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Berger e Luckman definem o processo de socialização como a ampla e consistente introdução de um indivíduo no mundo objetivo de uma sociedade ou de um setor dela.
Tal processo
dá-se continuamente ao longo da vida do indivíduo, na medida em que ele passa a interagir com novas áreas da atividade social, como o ambiente de trabalho, o conjugal, etc.
se encerra ao fim da primeira infância do indivíduo, quando ele já compreendeu as normas linguísticas e comportamentais elementares do seu meio social.
é incumbência exclusiva das instituições escolares, que tanto prescrevem comportamento quanto incutem os ideários próprios de uma determinada sociedade.
é um mecanismo existente em sociedades opressoras, em que a individualidade da pessoa é suprimida em nome das normas coletivas.
é observado nas modernas sociedades urbanas, mas não em culturas primitivas ou pré-industriais.
Segundo Berger e Luckmann:
“A ordem social não é dada biologicamente nem derivada de quaisquer elementos biológicos em suas manifestações empíricas. Não é preciso acrescentar que a ordem social também não é dada no ambiente natural do homem , [...] A ordem social não faz parte da natureza das coisas' e não pode ser derivada das “leis da natureza”. [...] a ordem social é um produto humano, ou, mais precisamente, uma progressiva produção humana. [...] toda atividade humana está sujeita ao hábito. Qualquer ação frequentemente repetida torna-se moldada em um padrão, que pode em seguida ser reproduzido como economia de esforço e que, ipso facto, é aprendido pelo executante como tal padrão.”
BERGER, Peter; LUCKMANN, Thomas. 4 construção social da realidade: tratado de sociologia do conhecimento. 33. ed. Petrópolis: Vozes, 2011.
Acerca dessas asserções e da relação proposta entre elas, assinale a alternativa CORRETA que reflete a proposição dos autores no trecho citado.
I- Comportamentos, hábitos, relações sociais e suas formas, o mundo social, as práticas, as crenças, os papéis sociais e as estruturas são dinamicamente construídas via formação e espraiamento de padrões socialmente compartilhados.
PORQUE
Il- O passado biológico não determina de forma absoluta a ordem social presente, nem a condiciona por completo. A sociedade humana se caracteriza e desenvolve a partir de um processo singular de construção social da realidade.
As duas asserções são proposições corretas, mas a segunda não é uma justificativa adequada da primeira.
As duas asserções são proposições corretas, e a segunda é uma justificativa adequada da primeira.
A primeira asserção é uma proposição correta, e a segunda, uma proposição incorreta.
A primeira asserção é uma proposição incorreta, e a segunda, uma proposição correta.
Tanto a primeira quanto a segunda asserção são proposições incorretas.
Leia o texto a seguir: “Somente depois de ter realizado este grau de _______ é que o indivíduo se torna membro da sociedade. O processo ontogenético pelo qual isto se realiza é a socialização, que pode assim ser definida como a ampla e consistente introdução de um indivíduo no mundo objetivo de uma sociedade ou de um setor dela. A _______ é a primeira socialização que o indivíduo experimenta na infância, e em virtude da qual torna-se membro da sociedade. A _______ é qualquer processo subsequente que introduz um indivíduo já socializado em novos setores do mundo objetivo de sua sociedade” (BERGER; LUCKMANN, 2005).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
sublimação – infantilização – cognição
interiorização – socialização primária – socialização secundária
adaptação – comoção – racionalização
coletividade – cognição – institucionalização
adaptação – sensibilidade – racionalização
Berger e Luckmann, na mesma obra, apontam que a institucionalização da vida humana ocorre a partir da articulação de três aspectos:
I. valores, conhecimento e vivência;
II. tipificação recíproca, objetivação e transmissão;
III. objetivação, transmissão e vivência.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III.
II, apenas.
III, apenas.
Na obra “A construção social da realidade”, P. Berger e T. Luckmann indicam que a legitimação ‘explica’ a ordem institucional outorgando validade cognoscitiva a seus significados objetivados. A legitimação para esses autores é uma questão
de valores e é rudimentar.
de conhecimento e é incipiente.
de valores e de conhecimento.
incipiente e é rudimentar.
de valores e é incipiente.


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A criança de mais idade acaba reconhecendo que o mundo representado por seus pais, esse mesmo mundo que anteriormente ela havia considerado pré-determinado, é, na verdade, o mundo das pessoas sem educação, das classes inferiores.
Nesse texto, Berger e Luckmann defendem que
instituições devem fortalecer a tradição e distanciarse da transformação real dos socializadores.
transformações do mundo supõem uma aproximação de papéis, em particular entre as identidades real e virtual.
técnicas inovadoras reforçam o distanciamento com o futuro papel visado.
choques biográficos são necessários para desintegrar a realidade maciça interiorizada na primeira infância.
identidades antigas são conservadas pela eliminação da estrutura de plausibilidade
As formulações teóricas da realidade, quer sejam científicas ou filosóficas, quer sejam até mitológicas, não esgotam o que é ‘real’ para os membros de uma sociedade. Sendo assim, a sociologia do conhecimento deve acima de tudo ocupar-se com o que os homens ‘conhecem’ como ‘realidade’ em sua vida cotidiana, vida não teórica ou pré-teórica.
(BERGER, Peter; LUCKMANN, Thomas. A construção social da realidade. Petrópolis: Vozes, 1998. pp. 29-30)
A concepção subjacente de sociedade defendida por essa vertente teórica da Sociologia do Conhecimento é a de
construção orgânica individual e coletivamente determinada por processos simbólicos e práticos de caráter intermitente e ocasional, cuja sedimentação é dependente dos contatos face a face.
construção interativa simultaneamente objetiva (compreendendo processos de institucionalização e de legitimação) e subjetiva (envolvendo processos de socialização e de interiorização).
produto da dialética entre a interiorização da realidade pela existência individual e a sua objetivação por meio de processos e modos de institucionalização do assujeitamento dos indivíduos a papéis determinados.
universo simbólico no qual se sedimentam papéis e formas de linguagem responsáveis pela manutenção da interiorização subjetiva da tradição e da sedimentação objetiva da transformação.
contexto de encenação de condutas pelos atores sociais e de dramatização da experiência social, estruturado por ajustamentos cotidianos contínuos objetivando a organização e compreensão das interações.
Considerando que, para Peter Berger (Perspectivas Sociológicas. Uma Visão Humanista. Petrópolis: Vozes, p.107), o indivíduo e a sociedade não constituem entidades antagônicas, assinale a opção correta.
Os indivíduos constituem massas humanas que cedem às autoridades, sendo levadas sempre à obediência pelo medo do que poderá ocorrer ao se agir de outra forma.
O indivíduo quase sempre deseja exatamente aquilo que a sociedade lhe proíbe, transgredindo as regras e rejeitando os papéis que a sociedade lhe atribuiu.
A sociedade existe porque as definições da maioria das pessoas para as situações mais importantes são aproximadamente semelhantes.
O papel social constitui apenas um padrão regulador para ações externamente visíveis.
A sociedade constitui uma realidade externa que pressiona e coage o indivíduo.