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“Pensar a relação entre a Ciência Social e o chamado saber de senso comum implica consi...

“Pensar a relação entre a Ciência Social e o chamado saber de senso comum implica considerar todo um conjunto de questões teórico-metodológicas articuladas, tais como: a natureza específica das crenças (inter)subjetivas que os atores mantêm acerca dos contextos societários em que estão imersos; o papel ontológico desempenhado por essas crenças na produção, reprodução ou transformação de tais contextos; e, por fim, os modos heuristicamente mais apropriados pelos quais a pesquisa empírica deve lidar com as “sociologias espontâneas” dos agentes leigos, em sua tarefa de elucidação da agência humana e da vida social”.


Adaptado de PETERS, Gabriel. Anthony Giddens entre a hermenêutica e a crítica: o status do conhecimento de senso comum na teoria da estruturação, in Plural, São Paulo, 2014, p. 169.


Com base no trecho, é correto afirmar que a sociologia como ciência


A

deve manter um contato epistêmico com os saberes pragmáticos mobilizados pelos atores.


B

se define por oposição ao saber do senso comum, uma vez que este não é regido por regras e métodos.


C

nega valor à percepção ordinária do mundo social, fundamentada em crenças religiosas.


D

se baseia na ruptura epistemológica com o saber leigo, primeiro passo para alcançar o estatuto de cientificidade.


E

faz uma apologia do senso comum, tido como mais autêntico por resultar de vivências significativas.