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Em uma das primeiras aulas de sociologia no Ensino Médio, o docente propõe um exercício de desnaturalização da instituição escolar, partindo da leitura do trecho a seguir sobre a escola:
“É provavelmente por um efeito de inércia cultural que continuamos tomando o sistema escolar como um fator de mobilidade social, segundo a ideologia da “escola libertadora”, quando, ao contrário, tudo tende a mostrar que ele é um dos fatores mais eficazes de conservação social, pois fornece a aparência de legitimidade às desigualdades sociais, e sanciona a herança cultural e o dom social tratado como dom natural.”
BOURDIEU, P. A escola conservadora: As desigualdades frente à escola e à cultura. In: BOURDIEU, P. Escritos de Educação. Petrópolis: Vozes, 2007, p. 41.
Com base no trecho, os alunos concluem que, para o autor, a educação escolar é um instrumento de
socialização, pois promove um processo de adaptação dos alunos ao grupo, tornando-os membros funcionais da sociedade.
superação das desigualdades, uma vez que a educação promove a ascensão social e quebra o círculo vicioso da degradação social.
violência simbólica, vale dizer, criação do espaço simbólico em que as disputas pelo poder ocorrem e produzem, paulatinamente, uma desalienação.
reprodução cultural e social, pois a escola transmite e legitima a cultura da elite, nivelando os estudantes por esse padrão e explicando o êxito em termos de aptidão.
construção do ethos de classe, uma vez que a convivência de alunos com origens sociais diversas promove um sentimento de pertencimento à classe escolar, igualando as diferenças.


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