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A sensação de insegurança no Brasil não é sem fundamento...

A sensação de insegurança no Brasil não é sem fundamento. Somos, de fato, um dos países mais violentos da América Latina, que, por sua vez, é uma das regiões, senão a mais violenta do globo. Em uma pesquisa da Organização das Nações Unidas, realizada com dados de 1997, o país ficou com o preocupante terceiro lugar entre os países com as maiores taxas de assassinato por habitante. Na quantidade de roubos, somos o quinto colocado. A situação seria ainda pior se fossem comparados os números isolados de algumas cidades e regiões metropolitanas, onde há o dobro de crimes da média nacional. São Paulo, por exemplo, já ultrapassou alguns notórios campeões da desordem, como a capital da Colômbia, Bogotá.


(A origem da criminalidade | Super. Disponível em: abril.com.br.)


Existem muitas teorias para explicar o que gera a criminalidade. Cada uma delas se aplica perfeitamente a pelo menos uma situação criminosa, mas nenhuma consegue explicar o nascedouro de todos os crimes. Para o sociólogo Émile Durkheim, o crime:


A

É considerado tal qual ele o é, de uma maneira geral, por ofender as ordens sociais convencionadas pela consciência coletiva.


B

Pode ser considerado algo patológico desde que esteja relacionado a um agente reconhecidamente como doentio, mórbido.


C

Por si só, isolado do meio social ou mesmo descontextualizado, configura-se como um fato social patológico, com uma mera existência objetiva.


D

Embora possua existência real e efetiva no seio social, nem sempre ligou-se a um fato oriundo das consequências da própria convivência humana e social.


E

Mesmo que não possua taxas exacerbadas de ocorrência em um determinado local, o crime é considerado algo anormal e a causa principal da incoesão social.