Questões de Concurso sobre Violência

 
 
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Durante as eleições de 2022, circulou intensamente nas redes sociais um vídeo editado que mostrava supostos “invasores” de propriedades rurais portando armas, gerando grande comoção e pedidos por intervenção policial. Posteriormente, verificou-se que as imagens eram de anos anteriores e fora de contexto.


SANTOS, João Vitor T.; IZUMINO, E. Mídia e violência: novas tendências na cobertura da criminalidade. São Paulo: Hucitec, 2015. p. 89-112. COHEN, Stanley. Folk Devils and Moral Panics: The Creation of the Mods and Rockers. 3. ed. London: Routledge, 2002.


Analisando este fenômeno a partir de uma perspectiva sociológica que investiga a relação entre comunicação, desvio e ordem social, é possível afirmar que tal caso ilustra principalmente:


A

A operação de um modelo informativo voltado à apresentação factual e desapaixonada de eventos, em que a imparcialidade é mantida mesmo em contextos de alta polarização política.


B

A potencialização da vigilância social horizontal, nas quais as tecnologias digitais conferem aos cidadãos uma ferramenta eficaz para o monitoramento coletivo e a denúncia de ilegalidades.


C

A consolidação de um ecossistema comunicacional que privilegia o fornecimento de dados verificados e contextualizados, essenciais para o debate democrático sobre temas estruturais complexos.


D

A produção e circulação estratégica de uma narrativa espetacularizada sobre o crime, que simplifica conflitos sociais, amplifica percepções de risco e gera pressão por respostas punitivas imediatas.


E

O desempenho de uma função social educativa por parte dos meios de comunicação, que utilizam casos concretos para ilustrar consequências legais e dissuadir potenciais infrações.

“Acontece que esse adolescente, esse jovem, adentra a escola com a sua forma de ser, de se vestir, de pensar, de falar, e quando ele chega na escola, isso é negado, pois existe uma cultura escolar que é muito engessada, que não é maleável na aceitação do cotidiano desse jovem e não está acostumada, não está preparada. Os professores não estão preparados. Os adultos, em geral, não estão preparados para receber essa juventude que pensa, que age de forma diferente ao esperado, ao que eles aprenderam, ao que eles querem ensinar. Então, diante disso, evidentemente que há muitas contradições, muitas brigas, o que não obrigatoriamente leva à violência dura, mas leva às violências do cotidiano, às microviolências, às violências institucionais. A violência dura acontece quando todas essas outras violências do cotidiano chegam a um nível onde se usa ou arma ou faca. O que é a violência dura? A violência dura está no código penal, a violência dura é aquilo que não acontece, cotidianamente na escola”.]


ABRAMOVAY, Miriam. Entrevista. In. Dialogia. Violências na Escola, sob o Olhar de Miriam Abramovay. São Paulo, n. 32, p. 4-9, maio/ago. 2019. p. 3-4.


A partir das discussões sobre violências no âmbito escolar, marque a alternativa CORRETA:


A

A violência escolar é fenômeno autônomo, desvinculado das relações sociais externas à escola.


B

A criminalidade no espaço escolar reflete, exclusivamente, falhas na gestão pedagógica.


C

A escola reproduz, de forma neutra, as dinâmicas sociais, sem possibilidade de transformação.


D

As práticas escolares podem tanto reproduzir quanto atenuar as situações de violência.


E

A violência na escola é resultado direto da indisciplina individual dos estudantes.

Dados da PNAD Contínua (2023) e do Atlas da Violência (2023–2024) evidenciam que pessoas negras seguem mais expostas a vulnerabilidades, mesmo após políticas de inclusão. Essas desigualdades revelam que múltiplas dimensões da vida social (raça, gênero, classe) se entrecruzam na reprodução das hierarquias (IPEA, 2024).


IPEA. Atlas da Vulnerabilidade Social nos Municípios Brasileiros. Brasília: IPEA, 2022. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/atlas/220826_atlas_da_vulnerabilidade_social_nos_municipios_brasileiros.pdf. Acesso em: 02 fev. 2026.


À luz desse cenário, a sociedade brasileira pode ser compreendida, por uma perspectiva que considera a interação entre variáveis sociais, como:


A

Um sistema em trajetória de convergência estrutural, onde os efeitos cumulativos das categorias clássicas de diferenciação perdem centralidade explicativa.


B

Um campo social fluido e permeável, onde as desvantagens históricas, embora reconhecidas, são progressivamente contrabalançadas por mecanismos institucionais de equalização de oportunidades.


C

Uma estrutura cujas desigualdades remanescentes são majoritariamente residuais e desvinculadas, operando como variáveis independentes e não como eixos combinados de privação.


D

Uma formação social complexa na qual as experiências de privilégio e desvantagem são moldadas pela interseção e pelo reforço mútuo de posições de classe, pertencimentos raciais e relações de gênero.


E

Um ambiente onde a alocação de status e recursos obedece sobretudo a uma lógica de competição individual, na qual o mérito pessoal atenua a influência de fatores coletivos herdados.

O sistema prisional brasileiro, que possui uma das maiores populações carcerárias do mundo, é marcado pela superlotação estrutural, pela precariedade material e por uma significativa proporção de detidos provisórios aguardando julgamento. Os dados demográficos revelam um perfil majoritário de jovens, negros, com baixa renda e escolaridade entre os encarcerados. Avaliações de impacto indicam que a expansão do aprisionamento não produziu os efeitos esperados na redução dos crimes violentos, mas está associada ao fortalecimento de organizações criminosas com atuação intra e extramuros.


WAISELFISZ, Julio Jacobo. Mapa da Violência 2023: homicídios e juventude no Brasil. Brasília: FLACSO, 2023. Disponível em: https://www.flacso.org.br/?p=2145. Acesso em: 04 fev. 2026.


A partir dessa caracterização, avalie as assertivas abaixo quanto à sua correlação com as principais perspectivas teóricas da sociologia do sistema penal, assinalando (V), se VERDADEIRAS, ou (F), se FALSAS.


( ) A configuração do sistema corrobora análises que compreendem a punição como um dispositivo de administração de grupos sociais considerados problemáticos ou excedentes, e não como uma mera reação técnica ao crime.

( ) O perfil demográfico predominante nas prisões evidencia que os processos de seleção e processamento penal tendem a reforçar, em suas operações cotidianas, as clivagens de classe, raça e território preexistentes na sociedade.

( ) A expansão quantitativa do encarceramento representa uma estratégia funcionalmente adequada para a contenção da criminalidade, alinhada a uma visão da pena como instrumento de defesa social e neutralização de riscos.

( ) A realidade observada de consolidação de poder paralelo e socialização carcerária contradiz frontalmente o discurso oficial que atribui à pena privativa de liberdade uma finalidade corretiva e reintegradora.


A sequência CORRETA (V/F) encontra-se em:


A

V, F, V, F.


B

F, F, V, V.


C

V, V, F, V.


D

V, V, V, F.


E

F, V, V, F.

A análise comparativa de indicadores de violência em escolas públicas de um estado brasileiro revelou um padrão consistente: os estabelecimentos com maiores índices de conflitos e agressões são aqueles onde se observa fragmentação na equipe docente, ausência de rituais coletivos de integração (como assembleias ou atividades culturais compartilhadas) e normas de convivência pouco internalizadas pelos alunos. Em contrapartida, escolas com menor incidência de violência apresentam forte senso de pertencimento à instituição e clareza nas expectativas comportamentais. Um sociólogo interpreta esses dados argumentando que a violência emerge, fundamentalmente, da incapacidade da instituição escolar em cumprir sua função primordial de constituir um meio moral comum, permitindo que forças desagregadoras se manifestem.


ABRAMOVAY, Miriam et al. Violência nas escolas: uma pesquisa nacional. Brasília, DF: FLACSO Brasil, Ministério da Educação, 2016. Disponível em: https://www.flacso.org.br/?publicacao=violencia-nas-escolas-uma-pesquisa-nacional. Acesso em: 5 fev. 2026.


Esta interpretação está ancorada na perspectiva que compreende:


A

A sociedade como uma totalidade orgânica cuja coesão depende da internalização, por meio da socialização, de uma consciência coletiva que regule as vontades individuais.


B

A escola como aparelho ideológico de Estado, cuja principal função é reproduzir as relações de produção capitalistas e disciplinar a força de trabalho.


C

A dominação racional-legal como princípio ordenador das instituições modernas, cuja eficácia no controle social depende da aplicação impessoal e previsível de regras formais.


D

As interações no espaço escolar como arenas de conflito por reconhecimento, em que a violência surge como reação a experiências de desrespeito e humilhação.


E

A perfomatividade de gênero como estruturante das relações sociais na escola, criando hierarquias e tensões que podem se expressar através de agressões.

Acerca da relação entre violência e Estado, assinale a opção correta.


A

A condição fundamental para o exercício das liberdades individuais é a renúncia dos meios de violência pelo Estado, de acordo com a doutrina liberal.


B

O conceito de Estado, segundo Max Weber, alcança o seu desenvolvimento pleno somente nos tempos modernos, quando associado ao monopólio legítimo dos meios de violência.


C

O poder do Estado na sociedade não se expressa de outra maneira senão por meio das suas instituições armadas, como as polícias e o exército.


D

Segundo Karl Marx, o Estado, nas democracias liberais, exerce a violência organizada e legítima da coletividade contra ameaças internas e externas.


E

A força física é condição necessária e suficiente do Estado para a manutenção do poder na sociedade.

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 21 milhões de mulheres brasileiras sofreram violência em 2024 (CNN Brasil, reportagem de 10/03/2025).


Sobre os aspectos regionais, socioeconômicos e institucionais do tema, analise as hipóteses e afirmativas a seguir.


I. Há padrões de letalidade e vitimização distintos entre os estados e regiões do país, considerando que a violência contra a mulher é um fenômeno impactado por dinâmicas regionais.

II. A maior parte dos casos de violência contra a mulher ocorre em via pública e em meios de transporte coletivo.

III. De acordo com um ponto de vista interseccional, a vulnerabilidade socioeconômica é a variável central de discriminação e fragilização da mulher vítima de violência.


Está correto o que se afirma em:


A

I, apenas;


B

I e II, apenas;


C

I e III, apenas;


D

II e III, apenas;


E

I, II e III.

A Constituição e a legislação brasileira preveem diversas forças de segurança pública em diferentes níveis e esferas de atuação.

Em relação à atuação dessas forças, é correto afirmar que:


A

a Polícia Federal pode investigar crimes de competência da Justiça Estadual caso haja repercussão interestadual ou internacional que exija repressão uniforme;


B

a Força Nacional de Segurança Pública faz parte das Forças Armadas e pode ser convocada para preservação da ordem pública, da segurança de pessoas e de patrimônio, bem como em emergências e calamidades públicas;


C

as polícias estaduais atuam em regime de ciclo único, conjugando as atribuições de policiamento ostensivo e de investigação de delitos praticados;


D

a atuação das polícias estaduais, a critério da administração municipal, pode ser substituída em determinado município pela ação de guardas municipais;


E

a atribuição de investigação compete à Polícia Rodoviária Federal caso o crime seja cometido em rodovia ou estrada federal.

De acordo com pesquisa recente (Genial/Quaest), 29% dos brasileiros acreditam que a criminalidade é o mais grave problema do Brasil.

Sobre o tema, é correto afirmar que:


A

as mortes violentas intencionais no Brasil vêm crescendo nos últimos anos;


B

uma das características da violência letal no Brasil é sua distribuição em proporção similar pelas cinco macrorregiões do país;


C

a região Sudeste concentra as maiores taxas de violência letal do país, o que pode ser explicado, em parte, por sua alta concentração populacional;


D

a transformação digital vem favorecendo um grande aumento do número de estelionatos, embora a tendência geral seja de queda dos crimes contra o patrimônio;


E

o tráfico de drogas é o responsável pela grande maioria dos crimes que compõem a estatística referente às mortes violentas intencionais.

Preconceito e violência muitas vezes estão relacionados. Essa relação se estabelece, porque:


A

a violência é a única forma de expressar o preconceito


B

o preconceito é sempre acompanhado de violência física


C

o preconceito não possui nenhuma relação com a violência


D

o preconceito pode se manifestar como violência simbólica

Existem vários tipos de violência, como a simbólica, a física, a verbal etc. Quem vive em família, está sujeito à violência doméstica. Estatisticamente, o principal alvo da violência doméstica são:


A

os homens idosos


B

as mulheres idosas


C

as crianças com menos de seis anos


D

os adolescentes com mais de 12 anos

A violência, enquanto fenômeno social, apresenta múltiplas dimensões. Sobre as causas e consequências da violência nas sociedades contemporâneas, assinale a alternativa correta:


A

É resultado de conflitos intergeracionais, sem relação com desigualdades estruturais.


B

É limitada ao contexto urbano, sem relevância para as áreas rurais.


C

Envolve múltiplos fatores, como desigualdades, exclusão social e disputas de poder.


D

Está exclusivamente vinculada a fatores econômicos, desconsiderando questões culturais.

Vivemos em uma sociedade marcada pela violência. Dentre as causas da violência, está o preconceito, que pode ser entendido como um(a):


A

pensamento negativo a respeito de alguma pessoa, baseado em experiências pessoais


B

reação emocional que gera aversão ou medo em relação a pessoas que estão em situação diferente


C

julgamento negativo pré-concebido sobre um indivíduo ou grupo, lastreado em generalizações e estereótipos


D

discriminação ativa e deliberadamente intencional, direcionada a uma instituição específica com o objetivo de causar danos

No livro A sociedade da insegurança e a violência na escola, Flavia Schilling refere-se a uma percepção sobre a atualidade compartilhada por sociólogos contemporâneos segundo a qual: “A promessa de que o desenvolvimento técnico e científico nos livraria das guerras revela-se falsa. Duvidamos de que possamos dar conta do desafio de conciliar liberdade e segurança. O progresso material parece não tender ao fim da fome e da criação de condições de vida dignas para todos. Assistimos (já conformados?) a guerras que se prolongam no tempo” (2014. Adaptado).


Para Flávia Schilling, a percepção explicitada no excerto refere-se


A

às lutas reivindicatórias de movimentos sociais.


B

aos efeitos das conquistas do estado de bem-estar.


C

à implementação de políticas educacionais inclusivas.


D

às consequências globais do capitalismo contemporâneo.


E

ao modo como sindicatos defendem direitos trabalhistas.

O crime organizado e as milícias representam desafios distintos para a segurança pública no Brasil, com dinâmicas e impactos variados em diferentes regiões.

Sobre tais organizações criminosas, é correto afirmar que:


A

a formação de milícias é permitida quando tem o fim exclusivo de combater grupos armados de traficantes de drogas, sendo entendida como um meio legítimo de defesa da comunidade;


B

se entende por organização criminosa o grupo paramilitar, grupo ou esquadrão criado com o objetivo de praticar crimes previstos pelo Código Penal brasileiro;


C

o controle territorial em áreas específicas e a participação de agentes ou ex-agentes estatais são características típicas das milícias;


D

o aumento do número de pessoas presas no Brasil, sobretudo lideranças de facções, vem sendo relacionado à constatação de enfraquecimento do crime organizado;


E

a constituição de milícias privadas não é um crime autônomo no Brasil, enquadrando-se a conduta como associação criminosa, formação de quadrilha ou organização criminosa.

Durante uma operação em rodovia federal, a Polícia Rodoviária interceptou um veículo que transportava adolescentes em condições suspeitas. Apurou-se que as vítimas haviam sido aliciadas com promessas de emprego e seriam levadas a outro estado para exploração sexual. Após o resgate, foram encaminhadas a serviços de acolhimento, e os autores foram detidos em flagrante.

Nesse caso, o tráfico de pessoas está caracterizado porque:


A

os adolescentes foram levados para outro estado e foram necessariamente vinculados ao trabalho escravo, configurando, portanto, o tráfico de pessoas, segundo a legislação pertinente;


B

os adolescentes consentiram em serem levados para outro estado, e, por serem maiores de idade no momento do aliciamento, restou caracterizado o tráfico de pessoas, segundo previsto na política nacional vigente;


C

a interceptação foi realizada pela polícia federal, que tem a competência exclusiva para a proteção às vítimas e repressão ao tráfico de pessoas, conforme previsto na legislação;


D

o encaminhamento dos adolescentes a serviços de acolhimento e a detenção dos autores em flagrante são ações integradas de prevenção, repressão e proteção às vítimas, conforme previsto na política nacional vigente;


E

houve remuneração paga pelos adolescentes e por seus familiares, e o crime de tráfico só se configura se houver a remuneração paga, nos termos descritos na legislação pertinente.

No âmbito da sociologia da violência, é discutido teoria e realidade, em que muitas vezes são colocados em debate expressões tidas como senso comum, por exemplo “bandido bom é bandido morto”. Tais debates suscitam diálogos entre autores que discutem sobre criminologia, medidas socioeducativas e sociologia. Sobre isso, marque a alternativa que apresenta os elementos que os autores consideram ser dinamizadores do aumento da violência na sociedade.


A

Uso de armamento sem controle pelo Estado; crescimentos desordenados da população sem regulação urbana (favelização); programas de escolarização de jovens e adultos.


B

Uso de armamento sem controle pelo Estado; crescimentos desordenados da população sem regulação urbana (favelização); controle de natalidade acompanhado de políticas públicas.


C

Uso de armamento sem controle pelo Estado; controle de natalidade acompanhado de políticas públicas; programas de escolarização de jovens e adultos.


D

Acesso universal a agentes de saúde e médicos; controle de natalidade acompanhado de políticas públicas; programas de escolarização de jovens e adultos.


E

Uso de armamento sem controle pelo Estado; crescimentos desordenados da população sem regulação urbana (favelização); discriminação social e preconceito.

Considere a situação de João, condenado a 20 anos de prisão pela Justiça Federal, em regime inicial fechado, com transferência prevista para uma penitenciária do Sistema Penitenciário Federal. Nesse caso, é correto afirmar que:


A

os gastos da União na administração da execução da pena de João fazem parte da despesa pública do Sistema Penitenciário Federal, responsável por aproximadamente metade da despesa pública nacional com o sistema prisional, sendo a outra metade dividida entre os estados;


B

o local correto de execução da pena de João é uma penitenciária federal, pois são elas as responsáveis pela custódia das pessoas condenadas à prisão pela Justiça Federal;


C

quando cumprir os requisitos legais, e desde que autorizado pelo juiz competente, João poderá progredir para um estabelecimento penal federal de regime semiaberto;


D

na penitenciária federal, em regime disciplinar diferenciado, João não terá direito à saída da cela, devendo ser garantida a ventilação e o contato com o sol;


E

na penitenciária federal, em regime disciplinar diferenciado, João não terá direito a visitas íntimas.

Em 2024, foi publicado o livro Eu devia estar na escola, que reúne cartas de crianças e adolescentes do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, nas quais relatam vivências de violência e conflitos armados entre traficantes e policiais na região. A iniciativa teve como objetivo chamar a atenção para a violência urbana nas grandes cidades brasileiras e seu impacto no desenvolvimento das crianças e adolescentes. Um dos exemplos dessas expressões é o desenho apresentado a seguir, que retrata um helicóptero com a inscrição “Polícia”, disparando projéteis de armas. Na esquina inferior, lê-se: “Desde que eu nasci, é assim. Só se repete. Mas agora tem helicóptero que atira também”.



Fonte: LUZ, Ananda; Isabel Malzoni. Eu devia estar na escola. São Paulo: Editora Caixote, 2024, p. 21, citado por Tokarnia, Mariana. Crianças do Complexo da Maré relatam violência policial. Agência Brasil em 14/04/2024.



É correto afirmar que a publicação desse livro é uma iniciativa que expressa


A

A curiosidade pelo processo psicológico natural na infância, no qual, durante essa fase de desenvolvimento, surgem medos relacionados a figuras específicas, como monstros e ambientes noturnos.


B

O interesse por incentivar as crianças a escreverem literatura infantil, permitindo que seus aspectos lúdicos se manifestem por meio da criação de histórias, estimulando assim a imaginação.


C

A curiosidade pela interpretação das crianças que entendem que o Estado democrático garante e executa plenamente seus direitos fundamentais, como educação e desenvolvimento.


D

O interesse pela percepção das crianças acerca de seus próprios estados de vulnerabilidade e das experiências resultantes do convívio com a violência urbana, fenômeno que impacta de forma direta e significativa suas vidas.


E

A curiosidade pela inocência e da falta de compreensão das crianças em relação aos eventos que ainda não conseguem interpretar em suas vidas, decorrente do processo incompleto de desenvolvimento psicossocial.

A violência estrutural está difundida por toda sociedade. Uma das características centrais da violência estrutural reside na:


A

eficácia das políticas públicas em mitigar os efeitos das desigualdades sociais e econômicas


B

visibilidade e reconhecimento imediato das causas da violência pela sociedade como um todo


C

intencionalidade direta de um agente específico em causar dano ou morte a um indivíduo ou grupo


D

Naturalização da morte como uma consequência previsível e aceitável para certos grupos sociais, em decorrência de condições estruturais

 
 
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