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O controle interno das práticas violentas por parte da polícia pode ser realizado, no Brasil, pelas ouvidorias de polícia.
A ação das milícias é considerada forma legítima de controle da criminalidade nas comunidades, uma vez que envolve a presença de policiais e da própria comunidade.
O crime é uma manifestação de conflitos intersubjetivos e até mesmo uma forma de comunicação que tem múltiplos significados para as partes envolvidas.
Leia o texto a seguir.
“E necessário contrapor-se a tal ausência de consciência, é preciso evitar que as pessoas golpeiem para os lados sem refletir a respeito de si próprias.”
(Theodor Adorno. Educação após Auschwitz. Disponível em: https://ead.ufrgs. br/rooda/biblioteca/abrirArquivo.php/.../11142.pdf. Acesso em 18.05.2013)

(Disponível em: http://commons.wikimedia.org/ wiki/File:Wikibully.jpg?uselang=pt-br. Acesso em 16.06.2013)
A violência é definida como o uso intencional da força física ou do poder contra si mesmo, outra pessoa, um grupo ou uma comunidade. A violência simbólica pode ser definida como
toda forma de ameaça que indique probabilidade de causar lesão física.
o tipo de violência em que se usa do poder de persuasão contra outra pessoa.
o tipo de violência que não causa a morte, mas atenta contra a integridade física dos indivíduos.
toda forma de violência que envolva grupos organizados.
o tipo de violência em que o agressor destrói os bens da vítima.
Estado é a instituição política cujo quadro administrativo reivindica, com sucesso, o monopólio do uso legítimo da violência dentro de um território, com objetivo de realizar a ordem vigente.
Wilson e Kelling, em seu estudo sobre criminalidade e desordem, desenvolvem a “teoria das janelas quebradas”, segundo a qual existe uma relação de causalidade entre a criminalidade e
a não repressão de pequenos delitos e contravenções.
o aumento do número de prisões.
a atuação da polícia.
a pobreza.
Pode-se definir violência como atos que
afetam a vida das pessoas apenas diretamente.
se restringem a agressões físicas.
resultam em danos materiais.
provocam acidentalmente ferimentos em outros indivíduos.
causam não só danos físicos, mas também psicológicos e morais.
Recentemente, o autor da morte de várias crianças em uma escola no Rio de Janeiro tentou justificar o crime planejado com as seguintes palavras: Eu era agredido, humilhado, ridicularizado. Esse tipo de violência que ocorre hoje nas escolas é chamado de bullying e pode ser entendido como
atitudes agressivas não intencionais que causam sofrimento, angústia e que podem ter até consequências físicas e psicológicas.
atitudes agressivas intencionais e repetidas adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), que causam sofrimento, angústia e que podem ter até consequências físicas e psicológicas.
atitudes agressivas intencionais e passageiras adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), que causam sofrimento, angústia e que podem ter consequências físicas e psicológicas.
atitudes agressivas intencionais e repetidas adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), que podem até causar sofrimento e angústia, mas que não têm consequências físicas e psicológicas.
uma brincadeira característica da adolescência que não acarreta nenhuma consequência para os jovens que dela são vítimas.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos é proclamada e adotada pelas Nações Unidas em 1948 por considerar, em especial, que (...) o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo (...) e que (...) o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum (...) (Preâmbulo).
A partir dessas colocações, assinale a alternativa correta.
A dignidade da pessoa está assegurada se os direitos humanos forem aplicados apenas aos cidadãos.
A liberdade de expressão não foi reconhecida no preâmbulo como um dos direitos humanos inalienáveis.
O interesse do Estado deve estabelecer limites para os direitos humanos em circunstâncias excepcionais.
A violência provoca situações contrárias às aspirações do homem comum garantidas pelos direitos humanos.
A justiça deve ser determinada pelas leis do Estado, independentemente do reconhecimento da dignidade humana.
O tráfico de drogas nas favelas do Rio de Janeiro é apontado como exemplo da ausência do Estado, que, ao negligenciar a garantia dos direitos sociais, abandona parcelas da população à violência e ao embate entre traficantes e policiais. Os traficantes resolvem conflitos entre moradores e assistem famílias desamparadas pelo Estado, desenvolvendo fortes laços de solidariedade com os moradores. Nesse contexto, a situação é sociologicamente definida como
fenômeno psicossocial em que o aspecto emocional prevalece sobre o jurídico.
fenômeno normal, devido à particularidade de cada pessoa e de cada grupo social.
fenômeno patológico, porque representa desvio da função do Estado.
conflito entre a autonomia dos grupos sociais e a heteronomia que caracteriza o direito estatal.
conflito entre a justiça dos traficantes e a representação social de justiça dos moradores.
A violência escolar
é caracterizada por ser um fenômeno resultante, exclusivamente, do tráfico de drogas do entorno das escolas, que assume a liderança dentro do ambiente escolar.
resulta da informalidade das relações entre alunos e professores, o que caracteriza desrespeito às autoridades por parte dos alunos, mal educados pela família.
pode estar relacionada a um fenômeno de fundo do sentido da escola, do currículo e da dinâmica da sala de aula e para a comunidade escolar.
deve ser entendida como um fenômeno banal, que não é digno de interesse.
assume como forma única a briga de gangues dentro da escola.
Considerando a perspectiva sociológica contemporânea da violência, assinale a opção correta.
A norma imposta, que não é modificada nem discutida aberta e democraticamente, não diz respeito à violência institucional.
A violência simbólica é aquela que oprime pela ação da força corporal, ou armada.
A escola é a única agência socializadora que opera a violência simbólica no Brasil.
As diferentes abordagens acerca da violência destacam o pouco espaço existente para o sujeito da argumentação, da negociação ou da demanda, enclausurado na exibição da força física pelo oponente.
O conflito e a violência constituem fenômenos sociais idênticos.
Um dos grandes e urgentes problemas da sociedade brasileira é a violência policial. Em nome do combate à criminalidade, a repressão policial tornou-se mais ostensiva e potente, vitimando principalmente os membros das classes baixas. A violência policial, sociologicamente, demonstra que
a cordialidade brasileira é um mito, já que a violência é inerente a nossa formação cultural.
a linha que separa a violência legítima da ilegítima é tênue para os agentes de coerção do Estado.
o crime organizado está se fortalecendo, obrigando os policiais a utilizar de medidas duras na sua repressão.
o desejo de ascensão social rápida leva indivíduos despreparados a ingressar na carreira policial.
Em relação ao fenômeno da violência, segundo Maffesoli, citado por Mara (2007), é correto afirmar que
A violência é um anacronismo que tende a desaparecer.
A luta e o conflito fazem parte da sociedade, e o modo de controlá-las é objeto de quem detém o poder.
Para superar a violência é necessário negá-la, pois assim se recorrerá ao aspecto positivo dos seres humanos.
Reprimir a violência é uma das formas de contribuir com o seu desaparecimento.
A violência não pode ser resultante da homogeinização controladora da burocracia que pretende controlar a vida social.
Para Hanna Arendt, a violência
é o meio pelo qual o homem se recria, no que a autora concorda com Sartre.
é um denominador comum da vida, assim como o poder.
não pode ser compreendida como uma re-ação.
viabiliza o poder, reconstruindo-o dialeticamente.
não é essencial, pois há meios não violentos de resistência à opressão.
Segundo a teoria do conflito social,
na sociedade agem grupos com interesses opostos, que se encontram em desigualdade e em luta perpétua pelo poder.
o funcionamento da sociedade pressupõe que os indivíduos aceitem as regras sociais vigentes e se comportem de forma adequada às mesmas.
toda mudança social radical é uma falha do sistema, que não consegue mais integrar as pessoas em suas finalidades e valores.
sendo a sociedade um sistema harmônico, todo conflito é interpretado como disfuncionalidade ou manifestação de patologia social.
a sociedade é uma grande máquina que distribui papéis e recursos aos seus membros, identificados como “as peças da máquina”.
Michel Foucault observa que, nos regimes absolutistas o poder se exercia e se reafirmava por meio do severo exercício da punição. Com a Revolução Francesa, surge uma sociedade disciplinar calcada no dispositivo de vigiar e disciplinar. Löic Wacquant assinala que, nos países da Europa, a regulamentação punitiva das parcelas pauperizadas do novo proletariado pós-fordista efetua-se principalmente por intermédio de dispositivos panópticos cada vez mais sofisticados e intrusivos, diretamente integrados aos programas de proteção e assistência. Na França, a Direção da Prevenção e da Ação Social elaborou um sistema de informação que permite construir tipologias das pessoas e lares. Esse sistema tem como objetivo
organizar e corrigir distorções sociais implementando políticas públicas de inclusão social e nacional.
contribuir para a inserção social e nacional de populações com baixo poder aquisitivo notadamente os imigrantes.
Identificar os imigrantes em situação de ilegalidade no país, para deportá-los.
Realizar um trabalho de assistência social e de ajuda aos necessitados dentro do espírito de caridade cristã.
construir cartografias sociais que permitam identificar as zonas de forte concentração de populações dependentes e difíceis.
As forças policiais são instituições autorizadas a usar a força. Entretanto, há que se diferenciar entre uso da força e violência policial.
A imposição deliberada de força e sofrimento (físico ou psicológico) contra cidadãos detidos pela polícia é uma forma de violência policial legítima e regulamentada em lei.
Segundo o sociólogo Michel Misse, a reação moral e normalizadora que vincula o consumo de diferentes tipos de substâncias a vícios de comportamento é a principal causa de criminalização de drogas ilícitas, embora não haja comprovação de que, apenas e exclusivamente, o uso das mesmas seja causa isolada de comportamentos violentos entre tais consumidores. A repressão que se segue a tais práticas e comportamentos, segundo o autor, é
maior ou menor, em função da desvalorização que o consumidor dispense ao fato de que deve ele mesmo manter o autocontrole.
inversamente proporcional ao segmento social a que pertença o consumidor.
diretamente proporcional à tipificação penal em que se enquadre o consumidor, de acordo com a substância ingerida.
sancionamento negativo que visa repreender a capitulação ao papel sedutor que tais práticas exercem, sobre o indivíduo moderno, no desprezo às previsões normativas.
punição à conduta desrespeitosa da lei, que se veicula legitimamente em decorrência de ser expressão de um contrato social amplo e aplicável indistintamente aos distintos segmentos sociais.