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Violência contra mulheres
A desigualdade de gênero é a base de onde todas as formas de violência e privação contra mulheres estruturam-se, legitimam-se e perpetuam-se.
(Euler Ribeiro – 10/10/2022 às 22:43)
“Violência contra a mulher” foi expressão cunhada pelo movimento social feminista há pouco mais de vinte anos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o Brasil está em quinto lugar na posição de homicídios de mulheres numa lista de 83 países, com 4,8 homicídios por 100 mil mulheres, estando abaixo apenas de El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia. A expressão refere-se a situações tão diversas como a violência física, sexual e psicológica cometida por parceiros íntimos, o estupro, o abuso sexual de meninas, o assédio sexual no local de trabalho, a violência contra a homossexualidade, o tráfico de mulheres, o turismo sexual, a violência étnica e racial, a violência cometida pelo Estado, por ação ou omissão, a mutilação genital feminina, a violência e os assassinatos ligados ao dote, o estupro em massa nas guerras e conflitos armados.
(Disponível em: https://emtempo.com.br/98956/opiniao/violencia-contra-mulheres/.)
Quando se fala em violência, não apenas contra a mulher, mas qualquer tipo de violência, temos que ter em mente que não nos referimos apenas aos aspectos físicos da situação. Pierre Bourdieu, considerado um grande pensador das ciências humanas do século XX, filósofo por formação, desenvolveu importantes trabalhos de etnologia, no campo da antropologia, e conceitos de profunda relevância no campo da sociologia; ele relata sobre a “violência simbólica”, ou seja:
Violência cometida pelo Estado, por ação ou omissão e que, na verdade, não deve ser considerada como tal.
Àquela ligada especificamente às questões socioculturais de gênero tão em pauta na sociedade contemporânea.
Corresponde ao poder de impor um processo de submissão pelo qual os dominados percebem a hierarquia social como legítima e natural.
Uma expressão que se refere a situações diversas como a violência física, sexual e psicológica cometida por parceiros íntimos, sem tanta repercussão social.
Tipo de violência que desestrutura os signos culturais de uma sociedade, a ponto de fazer com que seus membros percam a referência imposta pela coletividade.


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