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O início do período da Sociologia Contemporânea no Brasil corresponde à fase de emergência da sociologia científica. A institucionalização acadêmica da sociologia no Brasil ocorreu em meados da década de 1930, com a criação da Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo (1933) e com a criação da Seção de Sociologia e Ciência Política da Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo (1934). Nas palavras de Florestan Fernandes, configurava-se, então, plenamente um novo período da sociologia no Brasil, o qual, embora com raízes no segundo quartel deste século, só se configura plenamente no pós-guerra. (Fernandes, 1977, p. 28). Nesse momento específico da chamada “Sociologia Contemporânea no Brasil”, uma das características dominantes da sociologia em nosso país:
Era se espelhar da melhor forma possível à elaboração de teorias sociais sob a influência de ideias filosófico-sociais latino-americanas.
Era a preocupação de subordinar o labor intelectual, no estudo dos fenômenos sociais, aos padrões de trabalho científico sistemático.
Foi o deslocamento temático com implicações teórico-práticas significativas, dos estudos sociológicos para o problema do controle da sociedade civil.
Eram as referências do positivismo, do evolucionismo e das influências das escolas antropológicas italiana e anglo-americana, seguidas com rigor.
Foram as primeiras cátedras de sociologia dentro do esforço democratizante do movimento reformista pedagógico que tem sua expressão em Gilberto Freyre.